Sindicato da Esterilidade

Noticia mais arrepiante do ano, no jornal Sol:

 

“O Instituto de Política Familiar (IPF) divulgou hoje, em Bruxelas, um relatório segundo o qual sete em cada dez famílias da União Europeia (UE) não têm filhos, estando o índice médio de fecundidade nos 1,58 por mulher.

Segundo o relatório, em média, os europeus gostariam de ter 2,3 filhos por mulher, sendo o horário de trabalho pouco flexível o principal obstáculo identificado pelo IPF.

De acordo com o relatório sobre a Evolução da Família na Europa 2014, todos os Estados-membros estão abaixo do nível de substituição geracional (2,1), com Portugal a apresentar o pior índice de fecundidade (1,28), seguindo-se a Polónia (1,31) e a Espanha (1,32).

Por outro lado, a população europeia está cada vez mais envelhecida, com uma idade média de 41,9 anos, quase mais sete do que em 1990.”

 

Isto são patranhas. Num inquérito realizado por mim, e cujos resultados se assemelham aos deste (sete em cada dez inquiridos nao têm filhos) as razões apontadas como obstaculizantes foram:

 

– “precisamos do nosso tempo para fazer coisas”
– “nao conseguimos sustentar uma criança e dois caes”
– “ja ha muitas criancas no Mundo”
– “nao tenho jeito para isso”
– “quero acabar o meu segundo doutoramento”
– “oh”
– “nao sei, ele/a nao era bem a pessoa certa, vou ver, vou ver”

 

As “coisas” vao ser deixadas aos filhos dos outros povos, que nao querem saber se comem menos meio bife desde que isso lhes dê uma familia. O resto sao pretextos de merda.

Portanto nao me lixem com ilusionismos.

3 Comments

  1. Vortex

    gosto muito de cachorros … quentes

    os cães são o futuro do estado social

  2. Kruzes Kanhoto

    É isso mesmo. O pessoal é egoísta e prefere ser gaiato até aos cinquenta anos!

  3. EJSantos

    Tenho um filho. Como a minha mulher não conseguia engravidar, fizemos tratamentos de fertilidade. Saiu caro. Estando ela desempregada, não obtivemos nenhum apoio social.
    Mas que se lixe, fomos até ao fim e hoje temos um filho. 

    “My son, my sun”. 

    Queremos ter mais um, mas a minha mulher terá que estar a trabalhar, porque  meu salário não chega. 

    Ah, se não fosse pelo meu filho, hoje poderia ter o 4.º dan em Karaté. Mas que se lixe, tenho o meu filho, que vale muito mais do que estas realizações (aliás, continuo a treinar e um dia chego lá). 
    Ser pai não é fácil; dá muito trabalho. Mas, definitivamente, vale a pena. 

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