Raro momento em que ligo a TV e vejo um dos 4 canais que apanho. Está uma Glória Alves a balbuciar no mesmo grau lexical que balbuciam as pessoas, em média, que vão comigo no comboio para o trabalho do Cacém até Entrecampos.

Estamos em 2004. O tempo é subjectivo, e as decisões do governo Timorense também.

Agradeço a Deus, ou ao amigo imaginário cuja existência os ateus recusam admitir enquanto não são bombardeados ou sujeitos a fogo de metralha, o tempo que me deu liberto de Alzheimer para poder assistir, ler, e gargalhar com isto.

Se aquilo é um espécime dignatário, eu sou a pega da chaleira de Russell. 

 

Adenda #1: Rodrigo Guedes de Carvalho toureia a rês sarcofagal com a elegância de um homem livre perante a bovinidade antropomorfizada.

 

Adenda #2: tivesse eu jantado menos bem e já estaria a expurgar das tripas o sápido lombo, perante a jactância arrogante, pesporrenta, alapada, pedante e representativa que esta gente, incrivelmente paga por nós, ali leva. 

 

Adenda #3: é ilimitada a nojeira que grassa neste país.