Na sequência do sucesso bacteriológico da minha primeira crónica semanal, fui convidado para uma entrevista com a repórter da RTP3, Katalina Passos Sócrates de Cunhal, que me garantiu em genuflexão nada ter a ver com qualquer figura do meio político, tanto que nasceu em Shaolin e só veio para a UE quando já tinha o cartão jovem caducado, aos 54 anos.

Licenciada em Filologia das Possibilidades Urbanas, a minha futura interlocutora conseguiu convencer-me a aceitar, pela primeira vez na minha incipiente vida, o salto para a mesma ribalta onde pontificam figuras como os concorrentes d’O Preço Certo, os incontáveis bandos de transeuntes sem eira nem beira dos areais de onde é transmitido Nós Somos Portugal – a missa social que tantos admiradores congrega nestes tempos difíceis – e Pacheco Pereira. 

Deixo-vos com o apontamento cultural do dia, um filminho que vem comigo desde os meus doze anos, ao qual tenho a certeza que a ser incluído num quiz para deputados, 99.99% não saberiam reconhecer. Mas o importante é que vocês votam sempre neles, não é? Pois é. A vida tem de continuar, amiguinhos, mesmo que façam de nós os maiores, mais gananciosos e mais ingénuos parvos da História. 

 

Divirtam-se e koniec!