
Se o “SIM” vencer na Escócia, será graças à afluência massiva de jovens (é possível votar a partir dos 16 anos) e dos que habitualmente, por pobreza, ja haviam desistido de votar.
Se o “SIM” vencer, a estratégia de repetir à saciedade previsões baseadas em sondagens que apenas extrapolam, comodamente, o eco de votações passadas – ignorando que nunca houve votação como esta – cairá, esperemos que para sempre.
Neste momento, há urnas que fecharam porque todos os eleitores lá inscritos já votaram.
Neste momento, há um comboio preso entre Glasgow e Inverness cujos passageiros apelam a que lhes levem urnas para que possam votar a tempo.
Se o “SIM” vencer, neste momento, quem me dera ser Escocês.
Parece que o Não ganhou. Já estão a falar nas televisões que a campanha do Não e os ministros do Reino Unido estão todos contentes nos bastidores (devem ter acesso a sondagens à boca das urnas) e que Alex Salmond só vai falar de madrugada (terá de falar para declarar a derrota).
De qualquer modo, vêm aí tempos muito interessantes, históricos mesmo, porque o poder interno no país terá de ser reformulado, até porque a Inglaterra quer mais descentralização. Cheira-me que à Escócia espera um presente envenenado. Deverá ter autonomia fiscal, mas deixa de receber dinheiro do Estado central, ficando portanto por sua conta, com excepção da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.
Os ingleses fartaram-se definitivamente. Os escoceses, que tinham um arranjo fantástico, a que os ingleses fecharam os olhos para manter a União, quiseram dar um passo maior que a perna e agora vai-se acabar o que era doce. Aposto que nenhum dos líderes dos três maiores partidos nacionais chega às eleições, tal a barraca que foi este referendo, e claro, a “Home Rule” para a Escócia não vai passar em Westminster porque os ingleses não deixam. Isto ainda agora começou…
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