Do que se pode ler por aí, o Pedro Correia talvez tenha feito a análise mais isenta. Da minha parte, pareceu-me que António Costa saiu vencedor. Em larga medida porque, como escreve Luís Aguiar-Conraria, “Seguro teve momentos patéticos”. Tenho alguma dificuldade em ver o empate técnico de que fala Luís Menezes Leitão, especialmente porque logo nos primeiros minutos Costa esvaziou o suposto programa de Seguro. Nas palavras de João Miguel Tavares:
Costa provou que aprendeu com os erros do debate da TVI, encostando várias vezes Seguro às cordas com o achado que foram as “seis propostas e meia” novas das 80 medidas do Contrato de Confiança, e atirando-se à sua jugular após a enorme argolada da “janela do município”. Bastou ver o ar destroçado de Seguro no final do debate, sem sequer conseguir valorizar as propostas de uma nova lei de incompatibilidades (importantíssima) ou de uma nova lei eleitoral.
De todo o debate, apenas retive uma frase: o programa do PS não passa de um conjunto de banalidades. Foi Costa quem o afirmou.
E refira-se que ele (o Costa) o subscreveu, apesar de conter essas banalidades…
Estou estupefacto! Desde sempre que estamos à espera que acabe a pouca vergonha da promiscuidade política/interesses económicos, corrupção dos políticos, redução dos deputados, regalias abusivas dos mesmos, etc, etc. Agora que alguém anuncia a intenção de fazer alguma coisa, só se vê gente a tentar abortar a intenção. Mais grave ainda, ao meio-dia na SIC o apresentador do telejornal das treze comentou o debate. Foi nítido o tendencialismo a favor do Costa. Contudo, não satisfeitos, no final ainda veio o Vitorino das dornas expressar a sua intenção em votar no Costa e preocupadíssimo com a união do partido. Porque não colocaram também um simpatizante de Seguro a manifestar a sua opinião? Isto é uma vergonha! Agora é que eu vejo, a força que os interesses instalados têm e como são gigantescos os seus tentáculos! Sigamos o exemplo do Porto. Vivam os independentes e na autonomia das regiões.
Estou estupefacto! Desde sempre que estamos à espera que acabe a pouca vergonha da promiscuidade política/interesses económicos, corrupção dos políticos, redução dos deputados, regalias abusivas dos mesmos, etc, etc. Agora que alguém anuncia a intenção de fazer alguma coisa, só se vê gente a tentar abortar a intenção. Mais grave ainda, ao meio-dia na SIC o apresentador do telejornal das treze comentou o debate. Foi nítido o tendencialismo a favor do Costa. Contudo, não satisfeitos, no final ainda veio o Vitorino expressar a sua intenção em votar no Costa e preocupadíssimo com a união do partido. Porque não colocaram também um simpatizante de Seguro a manifestar a sua opinião? Isto é uma vergonha! Agora é que eu vejo, a força que os interesses instalados têm e como são gigantescos os seus tentáculos! Sigamos o exemplo do Porto. Vivam os independentes e na autonomia das regiões.