Se…
Se os depósitos dos clientes do BES forem salvaguardados;
Se os empregos dos trabalhadores do BES forem acautelados (na medida do possível dentro de um cenário de reestruturação);
Se os contribuintes não entrarem com um centavo na salvação do “banco bom”;
Se os accionistas sofrerem com o risco e as consequências dos seus (maus) investimentos;
Se a nova gestão do BES não for pouso para boys ao serviço do governo;
Se os responsáveis pelas eventuais fraudes cometidas pelo BES forem julgados e condenados em caso de culpabilidade…
… pode dizer-se que foi feita justiça e que a resolução do problema BES foi exemplar.
Confesso que não tenho fé no último “se”, não por pessimismo mas porque conheço o país em que vivemos.
O governo português, o Banco de Portugal e a justiça têm nas suas mãos uma oportunidade de ouro (mais uma!) para mostrar que se faz justiça também com os ricos e poderosos – ou apenas uma oportunidade para confirmar o contrário!
O que será um “acionista”? Será um accionista?
Tem toda a razão, erro meu de distracção e não utilização de corrector ortográfico no telemóvel no qual postei este texto.
Digo erro meu porque escrevo sem respeitar o acordo ortográfico de 1990, uma vez que depois desse acordo “accionista” passou a ser “acionista”, tal como eu involuntariamente escrevi.
Obrigado pela chamada de atenção.