Ainda ontem a conduzir pensava nisto.
Um poeta não vende livros a €22, que esgotam. Isso é para prestidigitadores do nada como Pedro Chagas Freitas.
De um poeta só se ouve falar 30 anos depois de ele ter caído à cama, faminto e só, com tuberculose ou outra maleita social.
Herbertos, Válteres e demais nulidades, não obrigado. São outra forma de factura da sorte.
Que mauzinho, eu pessoalmente não conheço a obra de Herberto Helder, mas dizer que um poeta só se ouve falar 30 anos depois da sua morte, chamar nulidade a um que até tem alguma projeção pública em vida, só porque o seu livro custa €22 não fica bem…
99% das pessoas que eu vejo gozarem de “projecção pública” são uns merdas sem valor, o que diz muito de quem os projecta.
Mas olhe, A Voz dos Deuses, por exemplo, é um magnífico livro que reli.
Nisto parece que estamos de acordo, a maior parte dos encómios a novas obras, muitas vezes classificadas como obras-primas, ou resultam de outros interesses (editoras talvez) ou ou vêm de gente medíocre, pois muitos dos autores mais elogiados na atualidade as suas obras têm mesmo me desiludido.
Adenda: não correlacionei a nulidade de HH com o custo de capa, e sim com o intragável onanismo pregado a pigmeus na selva com que urde tudo o que escreve.