Não é preciso ser-se um Talleyrand de café, para de imediato nos apercebermos do potencial de revisão de política que as dificuldades de entendimento entre russos e chineses, poderão representar para o ocidente. Urge um rápido entendimento leste-oeste, precisamente quando a Moscovo surgem perspectivas de uma encruzilhada geoestratégica. A política ditada pelo país tutelar da NATO, tem produzido as mais desvairadas decisões que em muito enfraquecem e colocam em risco os interesses da Europa. A inegável derrota militar na Síria, soma-se à precipitação quanto ao tratamento a dar ao caso ucraniano, tendo sido sempre privilegiados os ímpetos para a obtenção do sonhado tudo, esse escusado, final e tardio ajuste de contas da já por muitos esquecida Guerra Fria.
À Europa interessa uma Rússia cooperante e estabilizada, mas para isso urge convencer os nossos aliados norte-americanos. Não podem ser ultrapassados os limites que a história claramente indica como fundamentais para a sensação de segurança dos russos. Status quo nas áreas de influência estabelecidas após 1991, neutralidade ucraniana e o imperioso evitar de mais focos de fricção no Médio Oriente e na Ásia Central.
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