A geometria da Natureza é fractal.
A minha rua nunca é pavimentada pela CM de Palmela, que se recusa a desviar um pintelhésimo do estipêndio anual que consome em febras, foguetes e festivais: então atiram gravilha, areia, vegetação seca e pó para cima dos buracos em Março.
Mas chove sempre em Abril, pelo que eles lá estão, côncavos como o escroto de Pã num pós-bacanália.
À escala maior é como foder sete milhões de euros em areia da praia para tentar engrossar o mar como se de Maizena se tratasse.
É, pois, fractal. Cuidado com os índios de Março.
(excerto de um exercício de composição para a disciplina, voluntária, de Apreensão e Descoberta de Valências na Actualidade Socio-inclusiva. 12º ano, agrupamentos com curricula diferenciados para a formação de futuros indiferenciadores)
Cáustico e humorístico quanto baste.
Gostei também da nova disciplina, desde que não me obriguem a leccioná-la.