O discurso da moda, à volta dos consensos políticos, sendo bonito, não é inocente. O “consenso” serve de base ao rumo federalista europeu, à “inevitabilidade” das políticas, à negação das ideologias, ao pensamento único e à eliminação progressiva das liberdades do indivíduo. Será o mote para um governo de bloco central ou para um pacto de regime entre os partidos do consenso. Os ingénuos dirão que tal será inevitável. Não é. E é por isso que (esquecendo as falácias, as mentiras e a impreparação do homem) Seguro fez bem em manter, para já, alguma distância e algumas fronteiras ideológicas com o Governo. Assim como se exigirá ao CDS que se afirme abertamente contra um governo PS/PSD. O pacto de regime, baseado numa lógica de pensamento quase único, em que a única oposição minoritária é a extrema-esquerda, será a destruição da política e da democracia. É por isso que BE e PCP também deviam perceber que só têm a ganhar em fazer aproximações e coligações com o PS. A dialética não se pode perder. Sob pena de virmos a ser todos vítimas desta ditadura que se vai tentando criar. E que, no fundo, é a ditadura europeia em todo o seu esplendor.