Começo a ouvir buzinas e gritos na rua. A subir a Rua Nova do Almada, debaixo das minhas barbas, uma manifestação de trabalhadores das autarquias locais e função pública em geral. A certa altura gritam contra “a escravidão”. São 15h44. Nenhum deles está a trabalhar. Esta escravatura pós-moderna é esquisita.
Escravos na hora da sesta
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Os pós-modernos não sabem o que é a escravatura. Se fossem levados para uma mina na Roma Antiga, ficariam loucos imediatamente. O que os pós-modernos querem é direitos e mais direitos. Quando sabemos que a palavra «direito» significa «privilégio», está tudo dito.
como sabiamente dizia aquele autarca: não acho mal que se dê as 35 horas aos f. locais. Mas com que moral o faço perante os restantes f. publicos?