Confesso: eu sofro de estupidez em grau avançado. É por isso que de quando em vez vou ler o Jugular, vejo um Prós e Contras ou abro uma crónica do João Lemos Esteves no Expresso. Não há nada a fazer. A estupidez é crónica e dá-me algum prazer. Desta vez resolvi ler este bonito exemplar de freitaslobismo político.

Tive a leve esperança – ou estupidez, vá – de dar de caras com uma visão sobre o debate europeu, com um texto com conteúdo ideológico, uma simples tendência… uma merda qualquer que não me fizesse sentir que estava a perder tempo.

Já vos disse que a minha estupidez não tem limites, não já?

Aquilo que li foi um texto sobre… bom, sobre qualquer coisa relacionada com Rangel, Passos Coelho, Rui Rio e o PSD que podia muito bem ser um texto sobre o Benfica. Qualquer coisa como: “Luisão comanda a defesa, dando a profundidade. Garay acompanha. Siqueira faz o desarma e toca rapidamente em Fejsa, que havia baixado no terreno. Fejsa conduz a bola, tabelando com Enzo. Fejsa devolve a Enzo, que envolve Gaitán, na esquerda. Gaitán tabela com Cardozo, que baixa, jogando entre linhas e desorganizando a defesa adversária. Gaitán entra na área, cruza rasteiro e atrasado para Markovic que, vindo de trás, introduz a bola na baliza.”

E são estes os filhos do Marcelismo-comentadeiro. E o burro sou eu? Sou.