Goste-se ou não da senhora, o facto é que, enquanto o Obama, o Kerry e o William Hague gritam e ameaçam com sanções para as quais a Rússia se está a cagar, a boa velha Angela anda a fazer o seu trabalhinho de bastidores.
Ela fala russo, tendo vivido na DDR, e ele fala alemão, tendo espiado na DDR. O seu background de cientista ajuda-a, sendo claramente mais calculista e cautelosa que o resto do Ocidente, e o Putin reconhece que ela é tão tough como ele, e não é nenhuma menina tipo Obama. Vejamos.
Exactamente, António. Não vale a pena perderes o teu latim, pois a maioria das pessoas teima em ver a Alemanha como a potência por detrás da coisa em Kiev. Pois é precisamente o oposto, a Alemanha não tem, nem de longe, a importância que teve nos tempos do imperador Guilherme II ou na década de trinta. Nem de longe! Precisa da Rússia – é mútuo -, e é bem possível um reconfigurar da geometria política europeia. A Europa de leste é hoje, como foi outrora, o Lebensraum alemão. De forma diferente, sem dúvida, mas nem por isso menos prioritário para Berlim.
Se eu fosse polaco, tentaria passar despercebido, em vez de andar a dizer parvoíces na NATO, etc. É que em questão de fronteiras e ao contrário do que se pensa, nada é definitivo e neste caso, os alemães têm bons argumentos, ainda por cima susceptíveis de virem um dia a ser respaldados por Moscovo.
a melhor analise que já li sobre os palhaços propagandistas e quem faz o que deve.