Realmente,o ermitério é a única solução.
Desde 1985 que todos votaram com os pés, achando normal pagar peixe, iogurtes, gasolina e casacos a preços de Paris, a troco de empregos inanes e salários inchados a valores aquém, claro, dos praticados em Paris – mas ainda assim deslumbrantes para o tugazinho sedento de ajavardar-se “com tudo incluído” em Punta Cana.
Reinava então a mesma euforia bacteriana que torna hoje a congregar os lémingues em redor de Sócrates e da prebenda prometida no pós-troika, como se tal coisa viesse a haver, isto é, agora que a realidade vem cobrar a conta, rasgam-se vestes à percentagem e jorram as invectivas contra “os mesmos de sempre”.
É dose.
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