É favor fazer chegar este texto de Michael Oakeshott, “The Idea of a University”, ao Ministro da Economia e a todos os que pensam como ele. Já agora, eu gostaria de dizer que sou totalmente a favor de acabarmos com a investigação científica financiada por dinheiros públicos, mas só sob uma única condição: que se acabe também com linhas de crédito estatais e a atribuição de fundos comunitários às empresas. É que conheço – e não creio estar sozinho – muitos casos de empresas em que não sei bem como é que esses financiamentos se materializam, citando Pires de Lima, “em resultados concretos que depois beneficiem a sociedade como um todo.”
Um país com pelo menos um século de atraso
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Desconfio muito de uma cetta praxis que dita o seguinte:
– “Ê pá, temos luz verde de fundos comunitários. Vê lá se fazes uma empresa e nós canalizaremos a massa!
– … beeeeem…
– È pá, inventa qualquer coisa, pá, o que interessa é que metas o projecto, pá. Por exemplo, faz uma empresa de recuperação de edifícios nas zonas históricas, mete umas cenas de energias limpas e a coisa faz-se!”
Os PS, PSD, CDS – os outros não existem – funcionam assim. Com sobreiros, sucatas e sobretudo, muito cimento e alumínio à mistura.