Três anos? Vá, hão-de convir que é um excesso intolerável admitir a existência de cursos com uma duração igual ou superior a três anos. O ideal seria, por exemplo, haver licenciaturas limitadas a um ou dois meses de duração, no máximo dos máximos. Já pararam para pensar na crueldade que é uma licenciatura como a de direito durar, como hoje dura, quatro anos? É verdadeiramente insuportável. Ademais, com um ou dois de meses de leccionação seria possível debelar definitivamente o penoso vício do alcoolismo estudantil, que, em altura de queimas e latadas, tão inclementemente prejudica os aturados estudos dos pupilos universitários. É que, vendo bem, com menos tempo de aulas não haverá, necessariamente, tanta distracção.