…como também se esvaziam vítimas da fome e famélicos da terra como a Dra. Ferreira Leite do negócio Citigroup, o Sampaio do vale de lágrimas de Crocodylus Lusitaniae, o Almeida Santos, o residente de Belém, as carradas de ex-deputados reformados em “sobrevivência” ao fim de oito anos de porfiado labor, juízes, gestores empresariais do Estado, uns tantos caçadores-recolectores, militares de alto coturno, empilhadores de reformas catadas aqui e ali em presidências disto e mais aquilo.
Esta noite foi o que se viu e ao contrário do estupefacto José Gomes Ferreira, apreciei o desgraçadamente necessário trabalho político que fez cozer em banho Maria, toda uma gargantuesca cáfila que por felicidade conseguiu concitar as súbitas adesões de gente auto-arvorada em defensora dos pobres e desprotegidos. Gozemos então o espectáculo de ver o PC, o futuro ex-BE e os apressados embarcadiços na canoa do sr. Costa das demolições, virem a terreiro defender aqueles que são na pirâmide remuneratória, o topo dos topos do sistema de pensões. Se é bem certo que o governo deixou em estado de sofrimento muita gente aflita pela anunciada política de corte das pensões dos mais fracos, também é verdade que esta tortura de uma meia dúzia de dias, serviu para mostrar cabalmente a ostensiva existência de um tipo de informação especializada em trujilladas mediáticas. Mentem, distorcem, são especialistas em campanhas a soldo de interesses que do país se têm servido como gamela exclusiva. Bem podem agora recorrer ao Alka-Selzer.
2. Soares quer ver membros do governo julgados e condenados por delinquência. Tem o pleno direito de querer e dizer o que bem entender, na condição do mais miserável cidadão poder exigir a reciprocidade, precisamente quando se trata de alguém que sem hesitar, voluntariosamente participou na condenação de centenas de milhar de pessoas ao abuso físico e moral, à limpeza étnica e ao total despojamento, sendo o roubo autorizado pela nova administração instalada em Lisboa. O dr. Soares sabe bem que a conivência com deliberadas políticas conducentes ao derramamento de sangue, é matéria insusceptível de prescrição. Isto, para não destrinçarmos outros casos convenientemente abafados pelas trujilladas hostes de trabalhadores da hora do telejornal. É o país que temos, a terra dos nossos amos.

E eu gostaria de ver este TIPO julgado e condenado pelo seu papel no processo da “descolonizaçao”, (entre outras “coisas”), no Tribunal de Haia.