” [ N]o nosso país, [n]a Inglaterra, [n]a Hungria, entre outras, na Idade Média  [ ] o povo interveio de qualquer forma no governo da cidade. Em todas se deixa surpreender um lampejo da ideia democrática. O bem geral e comum foi aí tido sempre como o fim superior …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

(… ) O francês Tocqueville na sua « Démocratie en Amérique », de 1835, anunciou-nos a gestação da futura democracia totalitária, já trazida nos flancos da velha democracia liberal; ou, por outros termos, a do moderno comunismo russo-soviético a partir do liberalismo dos colonos anglo-saxões, emigrados desde o século XVII para o Novo-Mundo.

Segundo Tocqueville, com efeito, os dois mais altos fins da democracia, a liberdade e a igualdade, só podem viver em paz e em harmonia um com o outro na construção teórica dos sistemas ( … ).

                    Essas duas ideias [ vimos já ], na verdade deixam-se harmonizar idealmente duma maneira maravilhosa. Porém, isto é assim só na idealidade dos sistemas. Na realidade da vida, a luta entre as duas torna-se ao fim, como o mesmo Tocqueville previu, inevitável e trágica. “