” Hoje, quando teríamos de reconcentrar a seiva da velha raça, como as árvores que se restauram no Inverno, eis-nos pulverizando em vis discórdias as forças sobreviventes, esgotando-as em lutas fratricidas, desnacionalizando-nos em contacto com doutrinas dissolventes, apossadas de um delírio suicida, atraiçoando as virtudes tradicionais.
Chegou a hora intransferível de voltarmos a ser portugueses, despojando-nos das várias denominações sectárias que nos esfarrapam, pois só na unidade da acção e patriotismo encontraremos as forças resistentes e estimulantes da salvação. “
Escrevia assim, em 1925, Carlos Malheiro Dias na « Exaltação à Mocidade », mas, como acontece com tantos escritos contemporâneos, ou anteriores, estas palavras poderiam bem ser proferidas em dias de hoje, flagrante que é a similitude entre os tempos então vividos, com os mesmos males a afligirem a sociedade portuguesa, e os que hoje, desgraçadamente, vivemos.
Nada aprendemos.

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