Imaginem uma notícias destas no Moçambique pré-1974. Impossível, não acontecia, pelo menos nas derradeiras décadas da soberania portuguesa.
Teríamos um clamoroso berreiro na ONU, com os próprios Estados Unidos da América do Apatheid no sul e com o seu KKK à solta, a regerem a orquestra dos indignados. No caso dos territórios portugueses, as independências ocorreram há quase meio século. No que respeita aos trabalhadores moçambicanos enviados para as minas do Transval, este era um dos principais motivos das críticas que no estrangeiro choviam sobre a administração portuguesa. O que mudou? Nada e se algo sucedeu, foi para pior. Neste preciso momento, o fluxo de mineiros que atravessa a fronteira é ininterrupto e num número tal que facilmente ultrapassa as hostes de outrora, tendo os moçambicanos de enfrentar a violenta hostilidade dos seus vizinhos sul-africanos. Esta é a África de que não se fala.

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