Muito provavelmente foi com uma máquina-trituradora igual a esta que a Inspecção de Finanças destruiu papéis essenciais para avaliar swaps. Os documentos dos inspectores que sobreviveram à razia foram aqueles respeitantes à CP e à Carris. Ouviram bem? CP e Carris. Não foi à toa, não. Estes sistemas de transporte podem ser utilizados como carro de fuga no assalto. Qualquer dia embarcam numa carreira e tomam como reféns os passageiros e zarpam rumo a Salamanca ou Perpignan, ou apanham o expresso e inflingem uns murros ao maquinista para que não dê meia-volta. Que normas internas são estas que eliminam sem mais nem menos matéria relevante para tirar tudo a limpo? Quem redigiu estas normas tão convenientes? Que mão invisível pressionou o botão da trituradora? Em condições normais, todos os documentos deveriam ficar congelados num arquivo jurídico – uma espécie de torre dos tombos políticos. A Democracia Portuguesa está a ser continuamente violada com este tipo de práticas. Não foram necessários agentes químicos para exterminar uma parte da “estória” de Portugal, os eventos que também figurarão na histeria do país. O mais grave é a forma descarada como se declara o processo de destruição de provas – com naturalidade. Com tantos incêndios à mão de semear, teria sido preferível forjar um fogo e bradar aos céus que tudo as labaredas levou.
Trituradora de Swaps
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Inacreditável… Estas também?!
Sinceramente, não há qualquer tipo de remédio para este país.
Srs jornalistas já foram perguntar ao sec. de Estado e/ou ao ministro da tutela de então, porque mandou destruir estes documentos?
O caso da cobertura informativa dos swap é elucidativo: assim que a “lama” chegou ao PS, o tema desapareceu das manchetes e telejornais!
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/0 8/a-razao-de-ser-deste-blog.html
quem escreve este comentário só pode ser do partido e, não estar a ver nada de nada. Ceguinho que nem uma toupeira, pior porque nem cheiro tem. Estão-nos a enfiar os dedos pelos olhos a dentro e, os portugueses intelectuais respondem com politiquice de partido. Como podemos combater estas cegueiras????
A destruição dos documentos foi feita já durante este Governo. São de 2008, tiveram de esperar 3 anos. Após estes 3 anos, já em 2012, é que foram expurgados dos dossiês, e destruídos.
Somente para relembrar memórias: http://www.inverbis.pt/2007-20 11/sistemapolitico/anterior-executivo-ap aga-informacao-computadores.html
Tendo sido destruídos em 2011, e para não ser precipitado no juízo de valor quanto às razões que levaram o decisor a decidir como decidiu, convinha saber de facto quem mandou destruir (estou a falar de pessoa, não de serviços, secretarias de estado ou institutos públicos) e, já agora, qual a filiação partidária.
Este caso dos SWAPs, iniciado pelo PSD como barreira de fumo contra o regresso de Sócrates à política (em versão comentarista), parece estar a virar-se cada vez mais contra os próprios dirigentes do PSD.