Ribeiro, Ribeiro! Quer que lhe faça um desenho? Em política tudo é sujeito à panelinha de pressão. Já dizia o outro; “a guerra é a extensão da política por outros meios” (Carl Von Clausewitz). Eu sei, eu sei, não estamos a falar de guerra, mas de conflito político, e para o caso, vai dar ao mesmo. Será que estão a fingir-se de ingénuos lá para os lados do Rato? Os socialistas ao apresentarem-se como damas ofendidas, e afirmarem que Passos Coelho insiste em pressionar o Tribunal Constitucional, parece que nasceram ontem. Toda a matéria circundante pode ser sujeita à influência, à persuasão, à manipulação ou ao golpe da opinião pública. O facto político e o exercício de poder estão presentes em tudo; nas calças apertadas, no detergente para a máquina de lavar loiça, na paróquia da igreja, no posto da GNR ou na novela da noite. Ou seja, desde que o animal político nasceu, exprime-se em tudo quanto é lugar. Não faço juízos de valor. Constato apenas que faz parte da condição política. O primeiro político da história não sonhou com isto, mas paciência, a coisa saiu fora de controlo, e tudo é entendido enquanto extensão da vontade governativa. Quando o Partido Socialista se apresenta como herói da isenção, parece esquecer o seu passado de condicionamentos e contingências. Ironicamente, o próprio Partido Socialista está sujeito à pressão da magistratura do seu fundador (e sem sair de casa). Soares está para o PS como o Tribunal Constitucional está para Passos Coelho. O PSD, embora tenha barões e condados, não vive na sombra de fantasmas, de lideres históricos que já partíram. De facto, o PSD de hoje, pouco ou nada tem a ver com o PSD de Sá Carneiro ou Sousa Franco (sim, sim, o Prof. Sousa Franco foi presidente do partido a dada altura da história, e mais tarde até serviu os socialistas). Passos Coelho enfrentará grandes obstáculos nos tempos que se avizinham, mas esses desafios e contratempos não são um exclusivo do Tribunal Constitucional. O PS, pela voz de João Ribeiro, e à falta de argumentos fornecidos pela casa, de ferramentas domésticas, tem de se servir do Tribunal Constitucional enquanto guarda Suiça dos seus interesses. É o que eu digo e volto a repetir, Seguro desapareceu de cena e o Ribeiro eterniza a inépcia do Partido Socialista. Em vez de andarem preocupados com o modus operandi do governo – se este envia recados ou recebe telegramas -, têm rapidamente de pensar o país. Por este andar nem em finais de Setembro nem em 2015 lhes sai a fava no bolo. Estes faxes que andam a enviar apenas servem para entupir os ouvidos.
Panelinha de pressão do PS
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Muito bom post.
Grato, Joshua!
Cumprimentos,
John
Infelizmente tanto PS como PSD são mais do mesmo, mas nós também somos mais do mesmo, porque eles nada fazem e na hora das eleições estamos sempre a premeá-los, se não é um, é outro. Cada povo tem aquilo que merece e é bem verdade, é que não evoluimos parámos no tempo e até interessa que assim seja, é que assim vão corrompendo e nós pagamos. Há melhor que isto?
O João Ribeiro é mais um inútil de serviço no PS. Sinceramente acho mais divertidos os disparates do PSD ou daquela maluquinha do BE do que estes porta-vozes profissionalizados do PS, oficiosos e oficiais, e se é assim que o Tó-tó Zé Seguro quer ir a algum lado então é melhor abrir os pulsos (os dele claro) . Ainda me lembro do que sofri com o Tiago Silveira e já arranjaram este João Ribeiro que me disseram estava em Macau a ganhar uma pipa de massa e não fazia nada. Já não sei o que é pior se o Zorrinho se o Ribeiro ou aquele ex perito em swaps do PS que agora é conselheiro económico do tótó e que tem os maxilares colados com super cola 3 e de cada vez que fala parece que vai partir os dentes.
Cara Lina Lopes,
Obrigado pelo comentário que enriquece a discussão em torno destas perdas de tempo! Inutilidade – tem razão.
Cordialmente,
John
Nada é perda de tempo desde que discutido com seriedade. Os comentários podem é ser mais elegantes, caso contrário tornamo-nos iguais a eles.
Viva, Rita!
Tem razão. Toda a matéria é passível de ser tratada em sede de discussão educada e respeitosa. Obrigado.
Cordialmente,
John