Mas antes de Felgueiras, onde iríamos fazer a sempre adiada visita a alguns monumentos integrados na rota do românico, ainda faríamos outra paragem; em Travanca, actualmente freguesia do concelho de Amarante, mas que pertencera ao extinto, no século XIX,  município de Santa Cruz de Ribatâmega, ao qual fora anexada quando perdeu o estatuto de couto  ( ”  As cartas de couto eram concedidas pelo Rei a nobres ou eclesiásticos e pelos senhores da terra ou pela Igreja, dentro dos seus domínios. ” ).

E a nossa rota foi, uma vez mais, desviada por placa castanha a indicar que havia ali um mosteiro.


                                      E é ao blogue sobre o património histórico de Vila Meã, Travanca e Mancelos que vou buscar esta ilustrativa nota: ” O Mosteiro de Travanca é uma prodigiosa edificação reminiscente da idade média, cuja robustez granítica marca as terras férteis do flanco ocidental do concelho de Amarante. ( … ) Pela origem e pelas características arquitectónicas da Igreja, consagrada ao Divino Salvador, constitui o mais representativo exemplar românico erigido em terras amarantinas pela Ordem de São Bento, sendo um dos melhores de Entre-Douro e Minho e talvez o mais antigo em todo o país.
A edificação desta obra é datada do século X, em 970, e a sua fundação atribuída a D. Garcia Moniz, filho de D. Múnio Viegas.
No Mosteiro, existiu a habitação de alguns casais no seu couto, possivelmente, uma dádiva dos seus fundadores e padroeiros do século XI e XII. “

Uma pausa mais no itinerário pensado, mas, também desta vez, proveitosa.

Felgueiras já não estava longe.