Mais uma vez o destino era o distrito de Vila Real, Trás-os-Montes. Desta feita iríamos até Murça. 

A placa avisava que acabáramos de entrar no concelho de Vila Pouca de Aguiar; pela frente tínhamos, sítio sempre apetecido, uma serra – a da Padrela -, onde tencionávamos ” perder-nos ” nas aldeias que fôssemos encontrando. Pouco andámos e logo uma torre de igreja anunciava que ali havia uma povoação – chegáramos a Vreia de Jales, onde o conjunto formado por linda igreja de origem românica e não menos lindo calvário, sem esquecer as sepulturas antropomórficas, é, desde logo, um apelativo cartão de visitas.

A poucos metros do recinto, vemos assinalada uma ponte romana, e aí vamos nós em busca da mesma, que nos dizem ficar mais ou menos a uma distância de 2 quilómetros, no Lugar da Barrela.

Ao longo desses 2 quilómetros, que de coisas belas! Paisagens onde não faltavam os muros baixos – tão lindos!- de pedra escura, pequenas casas mais ou menos à sombra de frondosas árvores, cabras que vão comendo aqui e ali pequenos arbustos… 

E ali estava ela, talvez um dos exemplares mais perfeitos das pontes que os romanos nos legaram, e que terá servido para ligar às famosas minas de ouro de Jales, já por eles exploradas. Ali passa o rio Pinhão.

                                            Voltámos à estrada nacional, e uns quilómetros à frente chama-nos a atenção um pelourinho, indicativo de que aquela terra foi em tempos sede de município: estávamos em Alfarela de Jales, na serra da Falperra, integrada no conjunto montanhoso Alvão-Marão, concelho extinto em 1853, data em que passou a integrar o de Vila Pouca.

Pouco depois começava o concelho de Murça. Vilares chamava-se a freguesia onde fizemos a primeira parageem – pertencera, antes de 1853, ao concelho de Alfarela. Muito pitoresca, em redor das casas de granito cresciam verdes vinhas, e o milho estava já a pontos de quase ser desfolhado.

Seguimos para Murça, aonde iríamos almoçar.