Acostumara-se o pequenito a ver o avô sentado na velha – de anos!, dissera a mãe – cadeira de baloiço, de livro entre mãos, alheado de tudo o mais. E, fascinado com essa visão, em que muitas vezes apanhava o avô a sorrir, ficava a olhá-lo, também ele abstraído dos ruídos domésticos.

Numa dessa ocasiões perguntou ao velho porque ria ele.

Que se estava a divertir muito naquela viagem, respondeu. 

Maravilhado, o neto pedia-lhe então que da próxima vez o levasse com ele. O avô sorriu abertamente: que não demoraria muito, ele mesmo partiria por esse mundo fora, como ele, sentado naquela mesma cadeira, e nessa altura iria sozinho.