Um dia depois da Igreja Católica ter celebrado Santo Inácio de Loyola, deparo com pungido testemunho de um membro da Companhia por ele fundada, relatando os maus tratos a que foram sujeitos os jesuítas aquando da sua expulsão, instaurada que foi a República:
” Tuy, 20 de dezembro de 1910
( … )
Em pleno seculo da liberdade, homens que apregôam espirito liberal, e em nome de principios egualitários, expulsaram do territorio portugués a trezentos e tantos portuguezes ( … ) Em nome da liberdade arrebataram-nos tudo, sem provar um unico crime ou delicto, sem nos permittir uma palavra de defeza…
Fomos levados entre soldados e populares armados, expostos ás vaias e aos insultos. Os que conseguiram evadir-se foram acossados como feras pelos campos e pelas estradas, alguns d’elles perseguidos a tiro, muito vilipendiados com chufas e encontrões brutaes, não faltando até – (bemdicto seja Aquelle que d’este genero de affronta nos foi modelo! ) -religiosos a quem escarraram no rosto “
Padre Luiz Gonzaga Cabral, « Ao meu Paiz »

Era o “espírito liberal” do Afonso Costa, que queria acabar com o catolicismo em Portugal no espaço de uma geração…
E o catolicismo vive, não obstante!…
O catolicismo vive e eu considero-me católica, mas muito tem de ser mudado na igreja católica. Eu mesma, deixei de ir à missa, pois o que lá vejo são pessoas que usam a igreja para lavar a sua imagem.”Muita gente diz que acredita em Deus, mas não nos padres. E… fazem muito bem. Muitos de nós padres não merecemos que acreditem em nós” PAPA FRANCISCO