Mês: Agosto 2013 (Page 1 of 16)

Senhor Obama…

 

Alguns alvos colaterais do Agent Orange (Vietname)

 

…sendo o dirigente do país que ainda há menos de duas gerações utilizou o Agente Laranja no conflito do sudeste asiático, não lhe parece descabido o apressado zelo no inculpar de outrem pelo criminoso bombardeamento com armas quimicas? O Agente Laranja pode ser considerado como uma arma química, disso já não restam dúvidas.

 

Quanto à questão nuclear – dela estamos à espera a qualquer momento -, essa é uma outra história cujos efeitos por decisão do utilizador ainda há poucos dias foram comemorados. Telefone para Tóquio e Hanói, decerto encontrará quem se disponibilize a elucidar Vossa Excelência.

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Constituição da Floresta e Tribunal do Fogo

Há vários temas que dominam os escaparates dos últimos dias. As trágicas mortes dos bombeiros decorrente dos combates aos incêndios, o chumbo do tribunal constitucional (TC), e o clássico, o dérbi que opõe o Sporting ao Benfica. Um outro tema é a crise na Síria e se os americanos chegarão a vias de facto ou não nos dias que se seguem. Mas, fiquemo-nos pelos fogos e pelos tribunais. Se cruzarmos o flagelo do fogo com a razia levada a cabo pelos juízes do TC poderemos perguntar porque razão ainda não redigiram uma Constituição da Floresta e não criaram um Tribunal do Fogo? A catástrofe incendiária que assola Portugal deve ser tratada em sede própria. Os tribunais regulares parecem totalmente desadequados e incompetentes no tratamento jurídico dos ilícitos praticados. Quantas vezes não somos confrontados com reincidentes incendiários que foram sujeitos a um simples termo de identidade e residência? Os deflagradores de matas são assassinos da alma mater do país e homicídas com rosto, e merecem ser tratados como traidores de Portugal. Quantas vezes não são desculpados por terem um isqueiro no bolso e padecerem de problemas de bebida. Por outro lado, a inexistência de uma verdadeira constituição dedicada em exclusivo à floresta, significa que as árvores fazem parte de um regime jurídico regular, banal. Os governantes parecem esquecer que foi a partir de matos desbravados que a nação se ergueu. O que pensam que foi o condado Portucalense? E quem pensam que foi D. Afonso Henriques? O primeiro governante foi precisamente um gestor de terras bravias – o Primeiro Ordenador -, embora não tenha sido esse o seu cognome. A base geográfica de Portugal é a fundação a partir da qual todos os edifícios e sonhos são propostos. O modo inequívoco de decidir dos juízes do TC deveria transitar para um Tribunal do Fogo. Contudo, para que possam agir de um modo conclusivo e irredutível, uma Constituição da Floresta teria de existir. Um normativo fundamental que determinasse a inviolabilidade da bio-massa, do pinhal ou eucaliptal. Todos os anos é a mesma história de sempre. As chamas atravessam vales e montanhas, e a batata esturricada passa de mão em mão. De governante para governante que afirma que Portugal é um exemplo, um modelo de gestão das florestas. Os bombeiros que não têm voto na matéria da administração do território carregam o maior fardo de todos – pagam com a sua vida. Os políticos, mesmo os fracassados e derrotados, nunca se chegam a chamuscar, quanto mais se queimar. Guardam sempre uma distância confortável da responsabilidade, dos crimes de sangue e seiva – e têm sempre à mão de semear um extintor para o caso das coisas começarem a aquecer. A floresta, e todas as suas representações vivas e simbólicas, parece estar votada a uma neblina fatal. Quem disse que Portugal não tem uma floresta negra?

Selvagens – Reacendeu-se o conflito entre Portugal e Espanha sobre a ZEE das ilhas


Com o envio de uma Nota à ONU, da autoria da Missão Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, datada de 5 de Julho e até hoje completamente desconhecida da opinião pública portuguesa, sendo por nós revelada em primeira mão, reacendeu-se a disputa que, nas últimas décadas, tem levado as autoridades espanholas a porem em causa a dimensão da Zona Económica Exlusiva de Portugal em redor das Selvagens pelo facto de, afirmam os espanhóis, as mesmas não deverem ser classificadas como ilhas, mas sim como “rochas”.


A Missão espanhola escreve taxativamente que “Espanha não aceita que as Ilhas Selvagens gerem, de modo algum, Zona Económica Exlusiva, aceitando, todavia, que as mesmas gerem mar territorial uma vez que as considera como rochas com direito unicamente a mar territorial.”


Mais acrescenta a Missão castelhana junto da ONU que não existe acordo por parte de Espanha relativamente à delimitação da ZEE entre a Madeira e as Canárias.


Este entendimento de Espanha, expresso no aludido documento, e que pode ser visto como a reacção castelhana, em antecipação, à visita do Presidente da República de Portugal às Selvagens no passado mês de Julho, contraria, no nosso entendimento, a Convenção de Montego Bay, de que Portugal e Espanha são Estados signatários, e levaria, caso fosse sufragada, à diminuição da ZEE de Portugal em redor das Selvagens das actuais 200 para, apenas, 12 milhas marítimas (extensão do mar territorial).


Trata-se, a nosso ver, de uma grave tomada de posição de Espanha que põe em causa a Zona Económica Exclusiva de Portugal relativamente à Madeira e que não pode deixar de merecer uma pronta reacção diplomática do Governo português no sentido da reafirmação da qualificação jurídica daquele território como ilhas.


O blog ILHAS SELVAGENS e o Grupo ILHAS SELVAGENS no Facebook não deixarão de acompanhar de forma permanente este grave diferendo que opõe, agora de forma oficial, os dois países vizinhos.


Veja o link para o documento oficial aqui.


Lisboa, 30 de Agosto de 2013

 

Pedro Quartin Graça


Nota: Também publicado no Blog Ilhas Selvagens

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Syria Interrupted

Algumas pessoas me têm questionado acerca do meu silêncio em relação aos desenvolvimentos na Síria das últimas semanas. Na verdade tenho resistido à tentação de escrever sobre o assunto principalmente por duas razões: se por um lado o trabalho me tem roubado quase todo o tempo disponível, por outro, pouco ou nada há a dizer para além do que tenho vindo a repetir desde há mais de dois anos.

 

É curioso verificar que cada vez mais comentadores, sejam da ‘esquerda’ ou da ‘direita’, começam a perceber o absurdo que constitui esta criminosa intervenção estrangeira em território Sírio, bem como a incrível injustiça de que tem sido alvo o governo legítimo de Bashar al Assad.

 

Desde o meu primeiro (de muitos) artigos sobre a Síria que tenho sido acusado de ‘compactuar com um regime atroz’, de ser um ‘ingénuo colaborador de Assad’, de ‘repetir ad nauseam a propaganda do governo’, para além de ter sido alvo de um rol de criativos insultos menos dignos de serem aqui repetidos. Estava assim, desde 2011, quase isolado a defender a minha posição, e ao contrário de tantos outros ilustres comentadores, não tive por isso de ver-me obrigado a alterá-la a 180º. Registo agora que os argumentos que utilizei vezes sem conta nos últimos anos são agora repetidos precisamente por aqueles que antes os tentavam ridicularizar.

 

Resta-me a desolação de verificar que os meus piores receios têm vindo a confirmar-se de forma dramática à medida que progride o conflicto na Síria, e que as perspectivas da concretização de uma guerra global, desde há muito adivinhada, assume um grau de probabilidade cada vez maior.

 

Neste momento em que os dados estão lançados e em que já quase todos possuem renovadas certezas absolutas, deixo para os restantes opinadores o seguimento da discussão. Até porque hoje me apetece escrever sobre o Dar Fur.

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A apólice de perigo dos ciclistas

Estou inteiramente a favor da ideia que os ciclistas devem ser portadores de um seguro obrigatório. Convenhamos, Portugal não é um país de ciclistas. Há camisolas amarelas volta e meia no Tour de France, existem glórias passadas e presentes que venceram o prémio da montanha, mas aqui trata-se de outra coisa, e para começar restringemo-nos à cidade de Lisboa. A cidade das sete colinas é perfeita para a colisão cíclica. Acresce a essa realidade geográfica o facto dos prospectivos ciclistas urbanos ainda se encontrarem na infância do velocípede, no triciclo do movimento urbano realizado à manivela de pés. Não têm a experiência necessária para andarem de bicicletas sem as mãos e sem a cabeça. Este debate assemelha-se àquele respeitante aos cães perigosos – o meu bóbi é tão bonzinho, não faz mal a uma mosca. Os ciclistas urbanos que se acham injuriados pela promessa da apólice revelam que lhes falta sentido cívico, e devem achar que estão acima da lei. É certo que podem ser esmagados pelo autocarro da Carris como é certo que podem atropelar a velhota que segue pelo passeio. No passeio – ouviram bem. Porque à falta de ciclovias à moda de Amsterdão ou Graz, o urbano-sprinter vai ser tentado a praticar o bike parkour,  uma verdadeira prova de BTT citadina. No entanto, talvez os Armstrongs da cidade se tenham sentido ultrapassados pelos argumentos do presidente do Automóvel Clube de Portugal. Porventura teria sido mais simpático se um dirigente de uma associação de ciclistas urbanos defendesse a proposta de seguro obrigatório e salvaguardasse os interesses dos seus membros. Não sei quem está por detrás do negócios dos pipos, câmaras de ar e companhias de seguro, mas, de um modo geral, quando Portugal quer ar de terra moderna, de país de eco-conscientes a coisa dá asneira. Os novos ciclistas  que irão cultivar o asfalto, foram ou ainda são condutores, o que significa que vão transferir os seus vícios e o seu mau comportamento para outro tipo de veículo. A atitude expressa no movimento colectivo não fica na mala do carro – passa para outra modalidade. Como podem constatar é disto que se trata também – ainda nem sequer se fizeram à ciclovia e já temos uma discussão de trânsito armada. 

África

Imaginem uma notícias destas no  Moçambique pré-1974. Impossível, não acontecia, pelo menos nas derradeiras décadas da soberania portuguesa.

 

Teríamos um clamoroso berreiro na ONU, com os próprios Estados Unidos da América do Apatheid no sul e com o seu KKK à solta, a regerem a orquestra dos indignados. No caso dos territórios portugueses, as independências ocorreram há quase meio século. No que respeita aos trabalhadores moçambicanos enviados para as minas do Transval, este era um dos principais motivos das críticas que no estrangeiro choviam sobre a administração portuguesa. O que mudou? Nada e se algo sucedeu, foi para pior. Neste preciso momento, o fluxo de mineiros que atravessa a fronteira é ininterrupto e num número tal que facilmente ultrapassa as hostes de outrora, tendo os moçambicanos de enfrentar a violenta hostilidade dos seus vizinhos sul-africanos. Esta  é a África de que não se fala.  

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Juízos não pressionáveis

Comecemos pelo óbvio: Portugal está falido. Não sei se estou a ser a claro, mas, acautelando, com a parcimónia que é exigível, a retinta hipótese de não ter primado pela devida clareza no juízo anterior, tornarei a repetir o óbvio ululante: Portugal está falido. Ponto. Faliu, rebentou pelas costuras, não tem dinheiro que chegue, não tem crédito que custeie mais mamarrachos, não tem, em jeito de conclusão, ponta por onde se lhe pegue. Quem não entende isto, e este “isto” é o caos político e económico deste regime desrepublicanizado, não entende rigorosamente nada. Esta denegação, patente em muitas facções do regime, tem no Tribunal Constitucional um extraordinário sustentáculo político. Estamos a falar, para quem não sabe ou já se esqueceu, de um dos esteios institucionais do regime. Não vou entrar aqui numa querela jusconstitucional a propósito da serventia ou não do Tribunal Constitucional na actual constelação institucional da República. A minha opinião a este respeito é claríssima: nunca fui, e dificilmente serei, um grande adepto deste “Tribunal”, pelo menos no modo como está organizado e estruturado. Aliás, as razões que sempre me levaram a desconfiar deste órgão de soberania estão bem à vista de todos os portugueses, basta olhar para o último acórdão emitido pelo dito tribunal. O acórdão concernente à requalificação da função pública comprovou urbi et orbi que o Tribunal Constitucional arrogou-se, e continua lamentavelmente a arrogar-se, um papel demasiado largo e lato na interpretação jurisprudencial da política macroeconómica seguida pelo Governo. Reparem nos argumentos expendidos pelo douto juiz-presidente: “Estava em causa algo de muito mais contundente e agressivo. Sendo esse efeito tão agressivo seria necessário uma definição precisa desse processo de requalificação”. O argumento é, em si, muito interessante. Segundo Sousa Ribeiro, o regime delineado pelo executivo não estava conveniente definido – em quê, o preclaro presidente não esclarece nem aduz nenhum dado passível de uma análise mais aturada – , pelo que, em virtude dessa falta, o diploma em questão teria de ser, necessariamente, chumbado. Entendamo-nos, caro Presidente: o problema não reside, aliás, nunca residiu, na deficiente precisão do processo de requalificação, ou na erosão do princípio da protecção da confiança dos trabalhadores investidos em funções públicas. O nó górdio da questão está, isso sim, na concepção bastarda que os juízes têm da Constituição e do modelo político e económico que rege o país. O Estado não tem recursos financeiros para arcar com os compromissos a que se obrigou perante o funcionalismo, mas, não obstante essa lacuna, o Tribunal Constitucional continua a entender que esses compromissos têm de ser escrupulosamente satisfeitos, nem que o cidadão comum seja completamente esbulhado na sua propriedade e nos seus rendimentos. A lógica é simples: o status quo do regime é inalterável,  por conseguinte, quem não aceita as regras do jogo, que se mude, ou, de preferência, que se cale. O dinheiro, segundo estes alienígenas doutorados em leis, aparece sempre, nem que para isso se invente um qualquer estratagema à Alves dos Reis no Palácio Ratton. É bom de ver que, com esta lógica imperante, o país jamais sairá do atoleiro em que foi leviana e premeditadamente envolvido pelos sequazes dos rattoneiros. Por último, há que rememorar o seguinte: o tratamento preferencial dos funcionários públicos relativamente aos trabalhadores do sector privado atingiu o limite do humanamente suportável. É injusto, iníquo, e desproporcional. Mais: a continuar a sobrecarga a que têm sido sujeitos os trabalhadores do privado, o mais provável é, em breve, chegar o dia em que as receitas estatais, que numa pequeníssima parte custeiam o pagamento dos salários do Dr. Sousa Ribeiro e quejandos, não cheguem sequer para pagar a aquisição dos vetustos compêndios de direito constitucional caninamente seguidos pela judicatura pátria. A conclusão óbvia a retirar deste imbróglio é que as férias algarvias de uns traduziram-se, muito fielmente, na alienação jurisprudencial dos restantes juízes. Entrementes, o país vai definhando, lenta e inexoravelmente, sem saber, como Régio, para onde vai. 

Infernos por toda a parte.

Almoçava em Ponte da Barca quando vi, na televisão, as primeiras imagens de grande incêndio na vizinha Ponte de Lima. Mais tarde, passando neste concelho, na estrada que o liga a Barcelos, uma enorme nuvem de fumo obrigou-me a fechar o vidro do carro, tão intoxicante era o ar. E algumas reflexões foram feitas, ao lembrar o quanto esse inferno se tem alastrado por todo o pai’s
No antigamente as temperaturas nao eram mais baixas, antes pelo contra’rio e o vento sempre por cá andou; então o porque^ de este aumento desproporcional de fogos? e nao me venham falar naquela coisa sempre repetida de que ” havia, so’ que nao eram publicitados “, porque testemunho que na região que abarco com os olhos eles mais, muito mais, que triplicaram.
Bem sei que, além de uma grande parte da população rural ter emigrado para as cidades, a que se manteve no campo deixou de limpar as matas, onde buscava a lenha para acender lareiras quer para cozinhar, quer para se aquecer no Inverno, mas acaso essa limpeza nao deveria ser tomada como tarefa dos responsáveis estatais? Tantas e tantas vezes passo por clareiras onde no chão ficaram os ramos dos eucaliptos cortados, a caminho das fa’bricas de papel: nao deveriam os proprietários ser obrigados a limpar o que sujaram, esses ramos que dentro de pouco tempo serão o alimento das chamas predadoras? E que dizer da extinção do cargo de guarda florestal, efectiva guardiã dos nossos recursos naturais ( substituída por um seu simulacro )?
E então no que se refere ‘a incriminação dos que ateiam fogos, e respectivas penas!…

Nesse antigamente, quem se atrevia a lançar fogo fosse a que fosse? Sabia que seria tratado como o assassino que na realidade e’.

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Definições lapidares

“O tribunal (Tribunal Constitucional) situa-se num plano jurídico-constitucional e esse tipo de apreciações pertencem a outro terreno, o dos agentes políticos”.

Joaquim Sousa Ribeiro, presidente do Tribunal Constitucional


Nota (questão) de esclarecimento: que tipo de apreciação devem fazer os cidadãos portugueses, que, como é sabido, custeiam o sacrossanto tribunal, a respeito da ausência misteriosa dos 6 juízes do Tribunal Constitucional que, muito algarviamente,  faltaram à deliberação concernente ao diploma da requalificação da função pública?

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Leituras

Luís Pedro Mateus, Consagração de um estado exíguo:

 

«O Regime Português, perante a impossibilidade (orçamental) de criar emprego e encarregado duma Nação assolada por desemprego, impostos e emigração, consagra como valor constitucional a manutenção do statu quo e o bloqueio de qualquer sentido de reforma de fundo.

 

Pouco mais de trinta e cinco anos de Regime inebriado em direitos adquiridos votaram, numa funesta ironia, um Estado-Nação com mais de oitocentos anos de história a um direito adquirido de ser exíguo.»

 

Mr. Brown, O Estado irreformável:

 

«Como o contribuinte não paga tudo, porque já não consegue, e não se podendo cortar significativamente nas despesas com pessoal e prestações sociais, vamos ter o Estado a cortar noutras despesas que não essas, comprometendo evidentemente a qualidade dos serviços que presta. Bem, mas como há quem ache que este tipo de decisões ajuda a explicar os dados económicos positivos que aparereceram no segundo trimeste, confesso-me expectante, 2014 há-de ser um ano fantástico. Mas, pelo sim, pelo não, deixem-me ir comprar um bom livro sobre a história política e financeira da cidade de Detroit. Deve dar uma boa leitura.»


Ricardo Arroja, There’s something terribly wrong with this country…:

 

«Portugal é um País imensamente endividado – todos o sabemos. É claro para todos excepto para os do Ratton, preocupadíssimos que estão com a segurança, com a proporcionalidade, e com a confiança dos seus. Mas é caso para perguntar: e a igualdade senhores, onde está o direito – tão ou mais constitucional que os demais – à igualdade? Repito a pergunta: onde está, assumindo que no Ratton há experiência de vida suficiente para não se decretar também a inconstitucionalidade das insolvências, da falta de dinheiro, e do diabo-a-quatro, o direito à igualdade? A resposta é simples: não está! A verdade é que temos em Portugal duas realidades distintas dentro do mesmo país. E não há nada mais socialmente corrosivo que isto. Prestaram um mau serviço à República senhores, um mau serviço…» 

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