Cambezes do Rio, Montalegre
“Para que havemos de ir procurar, longe, o convívio frio das almas estrangeiras, se temos aqui, perto, o trato sincero das terras que foram dos nossos, onde viveram e morreram os nossos, onde pessoas e coisas nos são achegadas pelo sangue, pelo coração, pelas alegrias, pelas dores, pelos desastres e pelas glórias ”
Antero de Figueiredo, < Jornadas em Portugal >

Porque nesta terra, deixámos de ter direito a sermos nós, para sermos filhos de ninguém a quem tiram tudo, ou quase tudo. Então, se calhar é melhor partirmos para longe, bem longe, onde ninguém nos conheça e dar-mos aso à nossa liberdade. Acalmar o nosso espírito e a nossa dor e ir ao encontro daquilo que nos negaram na nossa amada terra.