Sim, Henrique, tens razão, na periferia os mandarins vão mudando, mas na Europa tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. O problema é mesmo esse, uma Europa que ordena, manda e esquarteja, sem que os ventos da revolta trespassem os suaves e cómodos cadeirões do Berlaymont. No entanto, e como nada é linear, eu recomendaria alguma atenção aos comandantes deste navio desgovernado. É que com tanto ódio à solta, e tanta raiva pronta a explodir em gritos e pontapés a eito, todo o cuidado é pouco. Quando não se cuida dos alicerces dos edifícios, não esperem que os mesmos se mantenham indefinidamente de pé. A lógica é simples, mas cruel. Muito cruel.
Não mudem, não. Depois não se queixem
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Eu recomendaria ao capitão da Nau Portugal, uma rápida mudança do timão em direcção a sul, procurando enseadas mais aprazíveis para a aguada e já agora, para troca de produtos e aprovisionamentos. Essas paragens sempre nos foram bastante propícias e é chegado o momento da tripulação do regime tentar salvar-se desta forma. Se não está interessada, pare no próximo porto e deixe entrar nova marinhagem e grumetes mais ousados. Se não puder ser “a bunório, que seja então a pancadório”.