Grande filme, possivelmente o melhor jamais feito sobre educação, com Edward James Olmos no papel da sua vida.

 

Quando eu andava no ensino básico os pais não desautorizavam os professores nem iam para a porta das escolas pedir-lhes meças das reprimendas e admoestações com que brindavam os gnomos, ora tiranetes em potencial pela natureza humana, perante o seu mau comportamento. Au contraire, a veneranda figura do docente, enquanto aspersor do saber, era olhada com deferência. Não havia putos que se apresentassem como animais de matilha, aos uivos, habituados ao excesso de atenção e às encolhas dos pais perante a chantagem que emerge mal a temperatura do ar cai dois graus de uma vez, como hoje acontece. Na escola aprendia-se, porque o saber estar e o saber fazer eram vistos como elementos de distinção. Hoje o que está a dar é ser medíocre, não levantar ondas, dar nas trombas da outra tribo, e correr com os poucos que ainda sabem mais que a média. 

 

Entretanto cheguei ao que é hoje o 5º ano sem qualquer défice no que aos rudimentos, da língua e dos números, pudesse tocar. E de repente estava no secundário, sem percalços nem hesitações. Por dias d’hoje há um séquito de parasitas instalados na modorra social-garantida que exige, em anos ímpares, mais respeito, e em anos pares, menos chumbos; tudo por forma a assegurar o direito adquirido a ganhar sem trabalhar, e a trabalhar sem produzir, de onde sucede a correlação óbvia entre ganhar e não produzir. Vive-se a era Sociozóica, onde cada um se agrega a cada outro de igual persuasão ideológica, mormente a de nada fazer e tudo ter à conta dos outros. 

 

Desculpem, alonguei-me. Vou dar aulas.

 

Quero apenas agradecer a centena de likes que granjeei com o meu post sobre a multa ao cidadão assoante, aproveitando para deixar aos meus leitores a sugestão de largarem a ilusão facebookiana de que gritar é revolta. Se querem dar-me razão, na letra e no espírito daquilo que posto, não paguem impostos, não comprem, não gastem, não obedeçam, não se associem por causas de merda. 

 

Bem hajam.