Portugal, séc. XXI…

…E, em estúdio, um exemplar de CroMagnon debitando sobre a inutilidade para a economia nacional dos licenciados em História e quejandos…

19 Comments

  1. Nuno Castelo-Branco

    Quanto à lógica materialista tão em voga nas últimas sete ou  oito gerações, ele “tem razão”: pintores, escultores, escritores ou filósofos não servem “para nada”. 
    Como seria eficiente e belo um mundo sem essa “escória”. Como seria excelente podermos viver em cidades desenhadas por engenheiros – lembram-se das casitas Sókras? -, sem museus, sem praças com um D. Pedro IV ou um D. José no meio delas…

    Espero que este trecho da entrevista esteja descontextualizado. 

  2. José Lima

    Pelo fanatismo ideológico que lhe subjaz, a conversa deste taliban neoliberal lembrou-me um diálogo do livro “A 25ª Hora”, da autoria de Constantin Virgil Gheorghiu, que li há longos anos. Neste, um comissário político romeno interrogava um sacerdote ortodoxo romeno em julgamento popular e perguntava-lhe:

    – Para que serve um Padre?

    E o mesmo comissário, sem esperar, adiantava a resposta:

     – Não serve para nada! Um Padre nem sequer um par de botas sabe fazer!

    • José Lima

      Esqueci-me de um pormenor importante: o comissário político em causa, claro está, era comunista…

      • Pedro Quartin Graça

        Obrigado pelo valioso contributo!

        • zeca marreca

          Sim, mas nesse aspecto um padre não serve para nada, a não ser para promover a introdução à sexualidade da rapaziada!

          • zeca marreca

            … o que não é pouco diga-se… pelo menos para os católicos apostólicos romanos, que são os únicos pedófilos em todo o clero”

          • xico

            Arranje um quarto, criatura. Se não arranja parceiro/a ao menos sempre se pode dar aos prazeres solitários sem ofender a moral pública.

          • zeca marreca

            xico, vocemrcê é cura? está explicado o agit prop ecleseastico-abichanado!

          • xico

            quem fala no barco quer embarcar…

          • Pedro Quartin Graça

             V.Exa não passa com esses insultos desprezíveis de uma criatura detestável “a quem o céu ainda cairá em cima”.

          • zeca marreca

            Insultos? Onde? Limitei-me a evidenciar a praxis da Santa Madre Igreja!

          • No pasa nada...

            Sim, que na Casa Pia, no pasa nada…

  3. Filipe Ramos

    Este Camilo é um dos maiores lambe-cus do actual desgoverno. É impressionante ver ao estado a que este País chegou e onde os canais de TV dão tempo de antena a parasitas desta laia. Este País mete nojo.

  4. Nuno Castelo-Branco

    Em 75, estava num autocarro com a minha mãe e naqueles tempos de efervescência “revolucionária”, umas mulheres iam comentando o que viam: …”olha para esta estátua, o dinheiro que se gastou nesta merda! Deviam mandar derretê-la e construir casas para o povo!”

    Era a estátua de Pombal, ali para o topo da Avenida. Por sinal, o mesmo Pombal que “construiu muitas casas”. 

    No fundo, aquilo que Camilo Lourenço disse não anda muito longe daquilo que se ouvia na gloriosa Lisboa do PREC. 

    • José Lima

      Este Camilo personifica o materialismo mais rasteiro e chão da nossa época: simboliza a passagem da economia de simples realidade acessória ao serviço de realidades superiores para um fim em si mesma, encarnando o triunfo do “negócio” sobre o “ócio” no sentido que os clássicos – e ainda a Idade Média – davam a estas palavras. Se o mesmo não fosse um bárbaro notório e um evidente analfabeto funcional, em espírito quase tão boçal como um  qualquer pato bravo suburbano, far-lhe-ia bem ler um filósofo como Joseph Pieper, far-lhe-ia bem tomar contacto com algo para além da vulgata neoliberal mal lida e pior digerida.

    • Filipe Ramos

      De facto seria uma das soluções a adoptar –  Derreter Camilo e seus seguidores, pela responsabilidade que têm no actual estado do País.

  5. Pedro Múrias

    O Senhor Camilo Lourenço é Arrogante, Grosseiro e Bajulador.  Os Cursos de Humanidades, têm a meu Ver muita Valia, o Problema é que as Elites Portuguesas, que chegaram a Esse Patamar, Abdicando de quaisquer Princípios Morais, desprezam a Cultura e o Saber. 

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