O que farão daqui por cinco meses quando houver mais cinco rendas e outra conta da luz em atraso?
Valha-nos a estupidez e o complexo de culpa dos recalcadinhos.
Vou abrir uma petição para que seja criada, no impresso do IRS, uma alínea que permita o débito directo de um imposto extra destinado a pagar as contas da luz dos que optam por não pagar as contas da luz.
fernando mendes!
“escolhe o A” 😉
Mas estão loucos porquê? Usaram dinheiro do próprio bolso para ajudar uma família numerosa e pobre a quem tiraram boa parte dos filhos. Qual é o problema? O dinheiro é do estado ou é deles? Devia era haver mais “loucos varridos” como estes, que não cedessem ao egoismozinho facilitista e desumano em que estamos metidos.
João Pedro,
a meu ver, estão loucos porque parecem achar que a melhor forma de ajudar Liliana é incentivar as próprias práticas que a colocaram na situação problemática em que se encontra.
É demencial ser esbulhado pelo Estado e meter dinheiro do próprio bolso num problema causado pelo Estado com esse mesmo dinheiro.
Da mesma forma, acho insano oferecer casas e rendimentos mínimos a “cidadãos” que auferem X, e deixar à sua sorte outros que auferem X+1.
No meu entendimento, a atitude deste grupo seria válida se Liliana tivesse incorrido na pobreza e no endividamento por azar, por acaso. Não por negligência grosseira e desperdício das condições que lhe foram dadas em Portugal.
Isso pode não ser muito relevante para o tema geral, mas onde foi buscar a informação que ela estará ilegalmente em Portugal? É que é a primeira vez que ouça falar nisso (e duvido muito que uma imigrante ilegal conseguisse ter tanto contacto com o Estado sem ser, ou deportada ou legalizada)
As coisas com que o senhor nem sonha e no entanto acontecem.
Bem, mas mesmo admitindo que uma imigrante ilegal pode passar anos a interagir com a SS, repito a minha pergunta: onde foi buscar a informação que ela é uma imigrante ilegal (coisa que eu nunca tinha ouvido falar até ontem)?
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ias/nacional/sociedade/estado-retira-7-f ilhos-a-familia
Eu não percebo é por que razão alguém ilegal recebe RSI. por causa dos filhos, certo. Mas se é ilegal ou a legalizam ou a põem a andar. Fora isso estes adeptos da caridadezinha pró-imigrante desgraçadinho sempre me fizeram espécie, desde a épica história da Vuvu Grace, pelo menos.
João, muito bem lembrado. Não consta que estes bantos da urbanidade gostassem de viver lá longe entre os cafres, pelo que devo concluir que é mesmo excesso de tempo entre as mãos.
E quem ganha 1000 euros que pague a crise. Os ricos, portanto.
Esse nazi ainda ainda não foi expulso do blogue ? Deve ser um roto que não faz filhos e tem raiva de quem os sabe fazer: Se tiveres tomates para dizer o teu nome eu vou-te mostrar como devem ser tratados os nazis…
Liliana: “Sou muçulmana, e a minha religião não me permite retirar partes do meu corpo. As técnicas e o juiz sabiam que eu não ia cumprir essa parte do acordo… O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar.”
Quer dizer: Este juiz incompetente e arrogante, autor de uma pérola de “sentença”, utiliza cobardemente, fora dos autos, linguagem de extrema-direita incompatível com a Constituição e com a deontologia da magistratura. Onde está escrito que entre os hábitos nacionais a que os emigrantes têm que se adaptar (???) figura a laqueação de trompas e a renúncia à maternidade ? Desconhece a tradição cristã dominante no país ? Julga-se na vigência das leis racistas do III Reich ? Desconhece que os principios fundamentais, como o direito à maternidade e a liberdade religiosa, têm vigência universal, valem tanto aqui como em África ? É claro que, depois, hipocritamente todos negam que tenha sido esse o fundamento da sentença (a gentlemenship da magistratura já viveu melhores dias…), mas apenas para cair em novas e indigentes incongruências… Esquecem que a sentença fala por si. É tão fácil pressionar e acabrunhar uma emigrante desprotegida e sem advogado, não é, Meretíssimo ? E, cabe perguntar, já terá laqueado as trompas à sua mulher ? A partir de quantos partos pensa (com a SS) que tal é obrigatório ? Ah não ? É só para pretas muçulmanas ? Obrigado, estou esclarecido…
O caso é um rematado disparate administrativo e jurídico. Nao havia manifestamente perigo para as crianças envolvidas, porque (a própria sentença confiscatória de bebés o reconhece) havia forte coesão, solidariedade e amor familiar, que é, aliás, proverbial nas famílias muçulmanas praticantes. Pobreza havia, mas muito menos grave que a de milhares de famílias disfuncionais, drogadas, alcoolicas, promíscuas, pedófilas em que não há qualquer intervenção. Vacinas em falta, quem as não tem ? Crianças a tomar conta de outras por breves períodos existem até nas melhores famílias e não constitui qualquer perigo em parte alguma. Há 50 anos, a maioria das famílias eram numerosas e mais pobres que a da Liliana, sem electricidade, água corrente, casa de banho, casa salubre, vacinas, etc., e apesar disso, e porque havia forte solidariedade familiar, as crianças foram felizes e não ficaram marcadas. Bem pelo contrário. Onde está o perigo? Só onde não há valores familiares, nas sociedades ou épocas decadentes. A relativa pobreza e as faltas ligadas a esta nunca ameaçaram o equilíbrio emocional das crianças.
Depois há um grave problema constitucional de proporcionalidade: se a intervenção mais grave (a confiscação de sete filhos, a maior riqueza da Liliana, uma super-mãe para quem a maternidade é tudo) é tomada num caso tão simples e anódino, que medidas serão aconselháveis em casos de verdadeira emergência social, de pseudo-famílias disfuncionais, fracturadas, desviantes e sem pinta de valores familiares, isto é, o oposto da Liliana ? Acrescem problemas processais resultantes da ausência de um processo justo. Será razoavel que uma mãe seja privada de sete filhos (os presumidamente adoptáveis e convertíveis) sem pré-aviso, sem contraditório, sem presença de advogado, sem cópia atempada da sentença e sem possibilidade efectiva de recurso ? Esta lei celerada, manifestamente inconstitucional, não devia sequer ter sido aplicada por um tribunal.
Claro que o racismo islamófobo reinante sobretudo entre os seguidores de ideologias decadentes e fracturantes perturbou uma sã e objectiva valoração dos factos. O pendor abortista e anti-natalidade do establishment foi naturalmente espicaçado por uma muçulmana emigrante que se obstinava, por saudáveis razões religiosas, a não considerar a maternidade múltipla um obstáculo à sua realização profissional e pessoal e a rejeitar a sugerida esterilização negadora da sua feminilidade. Daí uma violação da sua liberdade religiosa tutelada pela Constituição. Sua e dos filhos “infiéis” a quem uma oportuna adopção naturalmente cristã alteraria oportunamente nome e crença. Tal como se fez no séc XVI com os filhos de judeus, tambem arrancados aos pais para conveniente cristianização.
Certamente que há que ouvir as duas partes, mas foi o lado dos “ladrões de bebés” que nunca quis ouvir e que, a avaliar por algumas pérolas de comentários que apereceram nos media, têm razões para tal, porque serão facil e claramente esmagados em debate aberto. O Tribunal Constitucional salvará, estou certo, a honra do convento. Mas terá que haver consequências em relação aos que prevaricaram gravemente. No interesse e por respeito das crianças que devem ser protegidas de um certo actvismo judiciario jacobino e fracturante que tem obvios preconceitos contra as famílias numerosas, coesas e fortes em valores familiares e religiosos que recusam a decadência ambiente. A intervenção cidadã de todas as pessoas de boa vontade ajudará a mais facilmente atingir esse objectivo. Portugal precisa de mais bebés e de mais super-mães como a Liliana. E, sobretudo, de mais bom senso na administração e na justiça.