«A Associação Representativa das Companhias Aéreas (RENA), da qual são associadas algumas das maiores transportadoras que operam em Portugal (como a Air France, a Lufthansa e a própria TAP), teceu nesta segunda-feira duras críticas à ANA e ao Governo por causa das alterações feitas ao quadro regulatório das concessões aeroportuárias, na sequência da venda da empresa ao grupo Vinci.
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“Desde logo, a RENA criticou a forma como decorreu o processo, lembrando as consequências que poderá trazer para o sector”, refere a associação no comunicado, acrescentando que, “em relação às motivações que poderão ter dado origem a estas alterações, não se pode pronunciar”.
Em termos de consequências, a associação alerta que os recentes aumentos das taxas e rendas nos aeroportos da ANA “estão a preocupar” os seus membros. “Alguns equacionam mesmo abandonar ou reduzir os espaços nos principais aeroportos portugueses. Trata-se de um aproveitamento claro do monopólio, por parte da ANA, que é completamente incomportável na estrutura de custos das companhias aéreas”, diz a RENA.
“A redução ou encerramento de rotas será uma consequência natural desta política de pricing [definição de preços] completamente descabida e inadequada à situação do mercado e do país”, conclui.»
Para além de tudo o que é evidente, encarecer o transporte aéreo em Portugal significa não só prejudicar a economia nacional no que depende de ligações internacionais e internas (e prejudica de sobremaneira os Açores e a Madeira), como fazê-lo na actual situação económica e, ainda por cima nesta altura do ano em que os agentes turísticos ultimam os pacotes de férias de Verão a serem colocados à venda em breve, é dar uma autêntica machadada no turismo português, um sector cujo bom funcionamento – escusado será dizer – é vital para escaparmos à bancarrota.
Palavra de honra, mas esta gente endoideceu por completo?!
Sim, endoideceu há uns quarenta e tal anos. É asneira sobre asneira e não pode ser por acaso.
Isto é uma inconsciência.