Ah, Portugal regressado aos mercados. O som, a luz, a harpa do Mundo e mil querubins osculando a Psicopátria.
E depois?
Mas alguém no seu perfeito juízo ignora que os mercados, e quem neles participa, sabem bem o que a casa gasta?
Falamos de gente que vive arriscando, num só minuto, mais da sua pele do que todo o somatório dos mangas de alpaca residentes nos núcleos museológicos da puta que pariu, alguma vez arriscou ou arriscaria em mil anos que fosse.
Mal o ranço do despesismo e o pavio queimado do regabofe voltem a impregnar a atmosfera dos mercados, mal alguma das provincianas e demagógicas múmias de serviço como o dótôr Seguro ou outros estraçalhados mentais do PS assome à vigia em demanda de mais guita para rebentar em orgias de compadrio, os mercados, sim, os mercados que é como quem diz quem manda (e bem), atiram com os juros para lá de Finisterra acima dos sete por cento, ou oito, ou dez, ou quanto tiver que ser até secar a grunharia de cá no seu devido lugar, que é quieta, calada, e com muita sorte de ainda poderem vagir sem que ninguém tire consequências daquilo que disseram e fizeram.
E sabem o que vem a seguir aos mercados, não sabem? Na terra onde cada um chora e mama pelo seu, porque dez mil votos hão-de ser sempre dez mil votos até um dia, a seguir aos mercados virão mais medidas.
Esperem pois e não se acoitem, que vai ser lindo.
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