Selvagens na Noite (2)

Ainda hoje tentarei escrever na senda do tema que o John aqui deixou há momentos, por ser coisa que me anda na mente desde há uns anos valentes. É de facto crucial que nos apercebamos, a partir de uma perspectiva tão distanciada e abrangente quanto possível, do real estrago que se abateu sobre Portugal. Não falo do Portugal onde reina o sempiterno modus faciendi da chico-espertice e do saque instituído, mas sim de outro; daquele onde cresci, e por cujo ar respirável solto ais de saudade de cada vez que acordo e constato o contraste com a canalhice corrente. Algo correu muito mal aquando da implementação do regime de inspiração neo-socialista nesta aldeia nefanda, e há culpados, e não são poucos nem anónimos. 

 

Mas isso fica para depois. Vim só trazer mais um link.

6 Comments

  1. Armindo Matos

    Mais uma piscina, boa!

  2. Aldo

    Todos a pagar, pois bem, só que a classe parasitária estatólatra paga só para inglês ver, pois a posteriori reembolsa com múltiplos juros e prebendas provindas das falcatruas, desvios, achaques e outras formas que a inescrutável criatividade dos larápios sequer me permitem imaginar.

  3. Duarte Meira

    «Algo correu muito mal aquando da implementação do regime … »

    Algo correu exactamente como se queria. Lembre-se de o que Melo Antunes veio confessar, pouco antes de falecer, sobre a hecatombe do abandono africano.

    O Portugal que o Fernando ainda conheceu e eu conheci desapareceu com as migrações para o estrangeiro, as cidades e o fim da cultura tradicional, rural e marítima, substituída pela cultura tecnocientífica e do entretimento de massas. Esta gente, envelhecida e envilecida está em processo de extinção demográfica.

    Os “portugueses” do séc. XXII já serão diferentes, mais do que os portugueses eram diferentes dos “lusitanos”.

    Alguma coisa de essencialmente permanente subsistirá? Veremos o que o Fernando terá a dizer sobre tudo isto.

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