Ainda hoje tentarei escrever na senda do tema que o John aqui deixou há momentos, por ser coisa que me anda na mente desde há uns anos valentes. É de facto crucial que nos apercebamos, a partir de uma perspectiva tão distanciada e abrangente quanto possível, do real estrago que se abateu sobre Portugal. Não falo do Portugal onde reina o sempiterno modus faciendi da chico-espertice e do saque instituído, mas sim de outro; daquele onde cresci, e por cujo ar respirável solto ais de saudade de cada vez que acordo e constato o contraste com a canalhice corrente. Algo correu muito mal aquando da implementação do regime de inspiração neo-socialista nesta aldeia nefanda, e há culpados, e não são poucos nem anónimos.
Mas isso fica para depois. Vim só trazer mais um link.
Mais uma piscina, boa!
É o bem comum. Quem sou eu para contradizer os druidas municipais. Eu falo assim mas depois quero estradas. Os portugueses sabem que sem Estado não haveria estradas, nem piscinas, nem vida na Terra e a tuberculose ainda seria a principal causa de morte entre os mais desfavorecidos.
E rotundas com duas saídas.
A modernidade. Porquê cortar? As pessoas contam mais. Se todos pagarmos, pagamos todos muito menos.
Todos a pagar, pois bem, só que a classe parasitária estatólatra paga só para inglês ver, pois a posteriori reembolsa com múltiplos juros e prebendas provindas das falcatruas, desvios, achaques e outras formas que a inescrutável criatividade dos larápios sequer me permitem imaginar.
«Algo correu muito mal aquando da implementação do regime … »
Algo correu exactamente como se queria. Lembre-se de o que Melo Antunes veio confessar, pouco antes de falecer, sobre a hecatombe do abandono africano.
O Portugal que o Fernando ainda conheceu e eu conheci desapareceu com as migrações para o estrangeiro, as cidades e o fim da cultura tradicional, rural e marítima, substituída pela cultura tecnocientífica e do entretimento de massas. Esta gente, envelhecida e envilecida está em processo de extinção demográfica.
Os “portugueses” do séc. XXII já serão diferentes, mais do que os portugueses eram diferentes dos “lusitanos”.
Alguma coisa de essencialmente permanente subsistirá? Veremos o que o Fernando terá a dizer sobre tudo isto.