Supercampeões (Yoichi Takahashi)

Os jornais que temos são uma tristeza panfletária. Serventes de tribos esconsas cujo pilar mestre é a manipulação da opinião pública, vivem hoje da futilidade situacionista e da ventilação inconsequente de ideias irracionais e populistas, de que é exemplo esta crónica vertida por outra nulidade escrevente, João Cardoso Rosas. 

 

Como se quantificam as “necessidades para a vida”? Em senhas para indumentária e comida, emitidas pelo Comité? Ou na média móvel arbitrariamente sujeita às leituras do ideólogo mais sénior? Quem decide? Com que direito estende a decisão a quem discorda? 

 

Tudo isto são questiúnculas que em países civilizados até miúdos da primária sabem anular com três penadas, mas que em Portugal servem de entretém a barbudos já feitos. 

 

Algures, outro banalista de serviço, habituado a amolecer os lentes com o débito de dados factuais passíveis, pela sua natureza, de alteração da noite para o dia, insurge-se porque “os ricos não pagam a crise“, sem que defina claramente dois pressupostos essenciais a uma apreciação séria das suas ideias: porque é que haviam de ser os “ricos” a pagar a crise, tendo ganho o seu honestamente e sem culpa na crise (qualquer Europeu do norte sabe que foram os sucessivos governos a Sul, e portanto os eleitores que neles votaram, os culpados desta crise); e onde reside, afinal, o limiar da riqueza.

 

Não fossem estes padrecos da esquerda, próceres da moral superior, os campeões dos telhados de vidro, qualquer pessoa que não conhecesse os seus hábitos e visse por onde se movem e quanto consomem poderia titubear ao ler a fé cega com que peroram destilando, enfim, o único sentimento que os move: a urticária por não lhes ser permitido esbulhar os “ricos” até todos ficarem igualmente “ricos”.

 

2 Comments

  1. murphy

    A comunicação social, infelizmente, é o principal obstáculo à resolução dos problemas do País…

    Os srs. Jornalistas lançam um slogan que diz assim “todos os pensionistas vão ser prejudicados”, mas isso não é verdade. Eis o que vai ser declarado inconstitucional em algumas semanas: num País onde 90% das pensões são inferiores a 600 €, este OE prevê, o agravamento em IRS de:
    – 10% para as pensões acima de 1.800 €/mês;
    – 25% para as pensões acima de 5.000 €/mês;
    – 50% para as pensões acima de 7.500 €/mês;
    As pensões mínimas – que afectam a maior parte dos reformados, portanto, não são cortadas – vão ter uma actualização com a inflação. A comunicação social, como seria a sua obrigação, informa os cidadãos disto!?…
    Acordem e pensem “que portugueses vão beneficiar deste clima que está criado contra o Orçamento de 2013?”. E porque não se falam de situações como esta?:

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/constitucionalidade-e-quando-um-homum.html (http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/constitucionalidade-e-quando-um-homum.html)

  2. Pedro Santos

    As Câmaras Municipais continuam a admitir centenas de novos funcionários nos quadros, como é possível? Ninguém investiga isto? Provavelmente todos filiados no PS ou PSD, enquanto o Estado está a enviar para a mobilidade funcionários que não pertencem a qualquer partido ou associação secreta. Portugal está a ficar um país aterrador.

Deixe um comentário

© 2026 Estado Sentido

Theme by Anders NorenUp ↑