A sociedade contemporânea sufoca sob o peso da insignificância e da superficialidade, onde tudo é de desgaste rápido, da política à economia, da cultura ao amor. Vivemos em movimento perpétuo de rápidas e superficiais ligações, trocas e interacções em todos os sectores da vida moderna, sob um constante stress agravado brutalmente pelas tecnologias. As mesmas que nas democracias aprofundam o processo de nivelação por baixo do espaço público, estimulando a voragem da matilha do espectáculo. Sendo ainda as mesmas que eu utilizo para debitar parvoíces para um espaço virtual, que passado alguns segundos ou minutos já foram esquecidas. E só isto deveria ser o suficiente para perceber a irrelevância disto tudo, de andar por aqui e por aí.
Crónicas da vida contemporânea
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E no entanto a demissão seria pior.
O que não deixa de ser absurdo.
Homessa! Então o meu caro Samuel ainda tem tempo a perder com Facebooks, ou terei lido mal ?!… Não sabe que essa criação da Darpa (por interposto génio adolescente) lhe está a fazer o retrato completo e das pessoas com quem fala?… (E vamos lá ver se qualquer dia não temos uma surpresa desagradável com a Wikipedia…)
Dedique-se à leitura e meditação dos clássicos e a dar-nos notícias da sua maioridade no convívio deles. Não perca forças e um tempo precioso e irrecuperável!
Como escreveu no comentário acima o Fernando, e no entanto a demissão seria pior. O que não deixa de ser absurdo. Não tenho bem a certeza sobre isto, caro Duarte.
Sim, caríssimo, com aquela do Facebook eu também estava a responder ao Fernando, que, no entanto, falou no “pior”, não em “absurdo”. O absurdo é, etimologicamente, aquilo a que (a razão) não deve dar ouvidos. O “pior” não é absurdo, e tem a sua terrível (e sortílega) lógica… que é antilogia.
Razão é não perder tempo, porque tudo está a andar e a desandar cada vez mais depressa. De resto, muito disto já teve um simbólico enfrentamento espiritual nas (contra) posições de Sarte e Camus. A razão estava do lado deste último, mas por que é que ele saiu perdedor, na altura, desse confronto ? Porque não estva do lado dos “ventos da História” ? Lérias! Porque não tinha visão e razão suficiente…
Não sei se não tinha a visão e a razão suficiente. Atendendo ao contexto de sedução da maioria dos intelectuais pelo comunismo aquando do embate, talvez se encontre aí a resposta. Tivesse sido umas décadas mais tarde e o resultado poderia ter sido outro.