Presenciado numa loja Lidl onde me desloquei há instantes: pessoas com medo (receio, temor, aflição, nervosidade) de serem inquiridas e multadas pela autoridade fiscal (tudo isto é sic) ao saírem da loja levando comida para casa sem factura.
O moço na caixa prestável e comungando do mesmo pavor, a despachar facturas.
Eu a fazer o meu papel, explicando aos aldeões, aldeães, aldeãos, que a única forma de “isto” não piorar e de retermos todos algum domínio sobre o futuro de quem cá fica é recusar, resistir, fugir, desafiar, desobedecer, refundir, não pagar, não dar, enfiar um biqueiro na canela e uma marrada nas trombas do primeiro chibo fiscal que vier à cata de talões para ajudar a pagar as reformas dos políticos.
Banda sonora? Vai já. Com isto tudo até me esqueci de envolver o Paulo Cardoso num amplexo de boas-vindas. Bem hajas, confrade.
Obrigado caríssimo! (e se me permites dar uma achega à banda sonora dessa ocasião, pelo menos esta foi a primeira que me veio à cabeça: http://www.youtube.com/watch?v=E-Q F3r3GCV8)
Abraço
Isso presta 😀 Mas isto também…
http://www.youtube.com/watch?v=bO6bFZAz RcI
Subscrevo em absoluto 😀
Caro Fernando:
Boa entrada, e aprovo tudo menos os biqueiros e marradas, que não são precisos.
Quanto ao “receio, temor, aflição, nervosidade”, receio que não se tenha enganado. Mas não faça reparo nisso quem não tem a ver com isso.
Caríssimo Duarte, os meus votos de Bom Ano. Folgo em lê-lo ainda e sempre.
Durante muito tempo acreditei que o equilíbrio jazia na via dos juncos, que vergam mas não partem, e que a total não-violência podia ser uma solução.
Depois um dia alguém, na anedota em apreço o Estado, flectiu a manopla e furou-me a teoria.
Ainda penso que é melhor pessoa quem abole a réplica física, mas já não sinto que eu tenha de estar a esse nível.
Um abraço