A laicização da máxima protestante de que basta a fé para nos salvarmos criou um homem maleável e permissivo. As obras, a ética e a moral não têm lugar num mundo em que a acção perdeu o referente transcendente. Tudo é vendável, a honra, a dignidade, a fé, o corpo, a moral, em suma, tudo é negociável contanto que no fim a simples crença na infalibilidade do indivíduo garanta a nossa segurança. Precisamos urgentemente de regressar a Deus.
A hiper-religião do disparate
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Caro João Bastos:
Tal e qual. Mas essa “urgência”, aliás de todos os tempos, vai ter que esperar: vamos ter de beber até ao fim o cálice da experiência da troca da fé na Providência de Deus pela fé na providência do Estado.