Se bem percebi, os estivadores querem manter, à semelhança do que é permitido fazer a outros grupelhos agremiados em países sem espinha como a França, um estatuto de casta.
Pretendem assim poder arbitrar sobre quando, quanto e quem trabalha na estiva, dinasticamente, “contra a precariedade”.
O que faz falta a esta gente é algo que eu, por exemplo, tive quando estava na banca: horas trabalhadas e não pagas, contratos ao fim dos quais não fazia nem queria fazer ideia do que ia suceder-me, total ausência de horários, muitas vezes por minha própria iniciativa, e por aí fora. Pois a mim só me fez bem, muito me orgulho e colhi frutos.
Não há quem varra esta cabroagem para fora do filme.
Nos portos onde a gestão portuária já está privatizada não há greves…
Também por isso, digo que os primeiros e principais culpados dos abusos desta chungaria da estiva são…
A greve começou em Julho. Pois só em Novembro é que o governo se decidiu pela… Requisição civil? Não. Por três horas de “serviço mínimos”, há dias alargadas para quatro…
Em declarações públicas de há duas semanas ouvia eu o ministro Álvaro dirigir-se à matulagem e “pedir-lhes por favor”…
Tais são os principais culpados. Pois se nem da orgia despesista da televisão e rádio públicas conseguem libertar os contribuintes! Idem para a situação intolerável dos transportes: há semanas que nas greves semanais dos combóios não se cumprem os serviços mínimos…
A patética impotência da autoridadee pública completamente fragmentada vai para 39 anos e nunca mais recuperada!
Caro Duarte Meira
Registo que para o facto do autor do post, ter sido vitima de trabalho escravo, nem uma palavra.
Quanto ao autor do post, foi vitima de trabalho escravo e não se queixa pelos vistos acha que todos devia-mos ser como ele.
É o país que temos, levam a mal todos aqueles que não se vergam à criminosa canalha, que nos rouba impunemente.