Não sei se Medina Carreira está ou não envolvido no caso “Monte Branco”. Na verdade isso é o que menos importa, ainda que, doravante, os caçadores da infâmia possam aproveitar este pseudo-caso para atirarem-se, como feras sedentas, às fauces de Medina. O que me preocupa é a facilidade ominosa com que, em Portugal, se destrói a reputação de uma personalidade pública. Este país tornou-se num paraíso dos destruidores do nome e bem alheios. Petrónio dizia, não sem alguma ironia, no tão celebrado Satyricon, que a justiça é um mercado público onde a honra é lançada ao acaso. Eu acrescentaria que, além de mercado, é um poço sem fundo onde a iniquidade brota constantemente.
A fogueira das reputações
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muito bem, joao.
Tornou-se? Há muito, muito tempo! Lembra-te de um milésimo daquilo que certa gente durante 20 anos andou a inventar sobre D. carlos, D. Amélia e tantas outras personalidades da nossa história. É assim mesmo que os regimes sofrem a erosão que conduz à queda.
Não sabe? Pois eu sei que não está. A verdade tem um timbre inconfundível.
Não creio que quem lançou esta calúnia acredite no que diz. Trata-se é de desmoralizar, de dizer que todos são iguais na ignomínia. Mas não são. Há gente séria e honesta. E o Dr. Medina Carreira, para grande desgosto dessa gentalha, é sério e honesto.
Nunca duvidei da seriedade de Medina Carreira. O que me incomoda é a facilidade com que se avilta a reputação alheia. Neste país desinforma-se sem cuidar das consequências.
Neste país desinforma-se a pensar nas consequências. Nas piores.
o semanário SOL é o Correio da Manha semanal.PASQUINS DE SARGETA!