O Rapto de Europa (Ode aos Anónimos)

Serve este post para desmembrar os simplórios de serviço que costumam invocar a ladainha onde se perfilam, invariavelmente, os seguintes argumentos da treta:

 

– podia ser pior, dantes andávamos descalços

– já evoluímos muito, dantes morria-se de tuberculose

– a somália é que é violenta 

– a américa também tem dívida (ui, se tem, então desde que o Messias do Charro ascendeu ao trono)

– a grécia é que é corrupta

– aqui não morre gente na rua

– problemas sempre houve, os media é que empolam

 

Ouçam, seus homúnculos sem espinha, suas pústulas em corpo de contribuinte: com o dinheiro que veio, com os meios que houve, com a evolução global da ciência e da tecnologia, com todas as benesses de paz e calor, vejam se entendem de uma vez por todas que o difícil foi fazer o que fizemos, ou seja rebentar com a guita toda, esterilizar duas gerações, legislar esquizofrenicamente toda a espécie de compadrios pseudo-capitalistas e ao mesmo tempo uma lista sem fim de delírios socialistas, e acabar ainda assim na cauda do mundo conhecido. 

 

Leitura complementar: Europa obesa, bêbada e preguiçosa.

 

 

2 Comments

  1. Nuno Castelo-Branco

    Essa Europa do Rubens (acho eu) parece ser um coirão ao mesmo nível da actual 😉

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