Porque há coisas que não se discutem, nem se demonstram em ostentação. Ultrapassam o entendimento de muitos entendidos. Simplesmente, fazem-se e acabou a conversa.
Porque há coisas que não se discutem, nem se demonstram em ostentação. Ultrapassam o entendimento de muitos entendidos. Simplesmente, fazem-se e acabou a conversa.
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Touché.
O Banco Alimentar não é uma pessoa, é uma organização que se pretende a ajudar o maior numero de pessoas quanto possivel. Pelo que faz todo o sentido que publicite a sua obra, de modos a que em futuras campanhas mais pessoas ajudem. Teem que mostrar que são efficientes e que o que lhes é dado tem utilidade.
Como não quero aproveitar-me da possível ambiguidade do meu post para granjear popularidade que ele não mereça, vou esclarecer melhor a minha posição, transcrevendo o que respondi ao Filipe Abrantes no facebook:
Frequentemente (mas nem sempre) essa atitude vem, ou de gente desocupada, ou de gente que se incomoda mesmo a sério com qualquer caridade voluntária que abafe as maquinações da dependência estatal. Dito isto, e para esclarecer: quando digo que “é para fazer e acabou a conversa” quero dizer que estou farta de ruído em volta disto porque o país parece que perdeu habilidade para fazer as coisas naturalmente sem fazer disto um grande caso. Temos de agradecer à era social-democrata maravilha. E o BA tem de mostrar o que faz, claro. Caso contrário eu não tinha conhecimento de nada e também não conseguia contribuir, como fiz no sábado. –> Ups, outra vez a dificuldade. Já me estou a exibir.
Daniela, respondi num comentário ao comentário do Filipe, só para não me estar a repetir.
Filipe, respondo directamente ao teu comentário, mas aproveito também para responder ao da Daniela, que na parte que me toca, não só não me referia ao Banco Alimentar nem à publicidade que este faça, como quando falei em exibicionismo referia-me a pessoas, muitas das quais militam no mesmo partido que eu, que fazem política com a caridadezinha, por exemplo, participando em acções de voluntariado e tirando imensas fotos que depois espalham por aí como forma de se aproveitarem disso politicamente.
Posto isto, ninguém se referiu ao BA aqui. O que é óptimo porque é um assunto (para mim, um não-assunto) que não me apetece desenvolver.
Quanto às exibições que o Samuel refere, e muito bem, lembro-me especificamente de algumas demonstrações da JP, e concordo na crítica. Parece-me que é um oportunismo do mais rasteiro que há (quando tenho mínimo conhecimento para poder comentar pessoas em causa sem ajuizar injustamente). É isso e férias em voluntariado em África. “Foca bem a miséria e deixa babar no meu pólo para definir como foto de perfil”.
Na mouche 😉
Ah, tivéssemos tido meia-dúzia de Victor Hugo’s!…