Romário, certa vez, disse, com o seu habitual desembaraço verbal, que Pelé – um mestre da vaidade exacerbada – calado é um poeta. Não sei, sinceramente, se Pelé é um poetastro da categoria de Manuel Alegre quando está calado, contudo, o que sei é que Mário Soares devia, até por razões de sobriedade intelectual, estar silente. Ouvir Mário Soares perorar sobre a segurança física de Passos Coelho é o fim da linha. O Paulo Pinto Mascarenhas resumiu bem a coisa: Mário Soares, se quiser ser sério, devia ter uma sobretaxa de 10% no IRS e um corte total do financiamento público à sua inútil e patusca fundação. Remédio simples e eficaz.