Os artigos nojentos que o governamental Jornal de Angola tem escrito, que até ver ainda não tiveram resposta por parte do governo português, começam a ser reveladores de uma certa complacência aduladora por parte do establishment luso para com um regime que pouco ou nada tem a ver com os valores de uma moderna democracia liberal e Ocidental, que, mal ou bem, ainda é o que somos. Dir-me-ão que as relações internacionais, realisticamente, regem-se mais por interesses que outra coisa. Verdade. Mas negócios são negócios, e não dão a ninguém o direito de enxovalhar o nosso país e os portugueses – veja-se o recente artigo do Jornal de Angola que Pacheco Pereira referiu no seu blog. Já que quem de direito parece fazer ouvidos de mercador, ao menos que haja alguém na blogosfera – muito lida pelo governo angolano, diga-se de passagem – que responda aos insultos torpes, como faz, neste caso, o Ricardo Lima:
«É curioso como é que um órgão oficial do MPLA e logo do Governo Angolano (o Jornal de Angola), insulta, diariamente, Portugal, a sua classe política, o seu povo e os seus costumes e não há um político com responsabilidades ou um jornalista com “cojones” para responder, para dizer uma palavra que seja. É que isto de andar a levar sucessivos bejardos de meia dúzia de ex-guerrilheiros nascidos na cubata, que há 30 anos lambiam as nádegas ao Brezhnev e que hoje se fazem novos-ricos com o assalto a um povo nosso irmão, é gravoso. A mesma lenga-lenga do colonialismo permanece, qual assombração em quem ainda não reparou que, para pesar dos angolanos, Angola é uma colónia do seu Presidente, respectivos familiares e amigos. Mas já ninguém fala disso. Mesmo os papagaios de serviço preferem vivas a uma Palestina que nada nos diz, sem nunca mencionar Cabinda, cujo trágico destino teve a nossa mão.»
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