Mês: Dezembro 2012 (Page 1 of 40)

In memoriam – António Marques Júnior

Foi meu colega na Assembleia da República ao longo da Legislatura de maior duração da democracia em Portugal – a X (2005-2009), pertencendo ao Grupo Parlamentar do Partido Socialista. Quis o destino que, no decurso desses quase 5 anos, fossemos cultivando um contacto crescente, também por força de amizades comuns. Hoje tivemos conhecimento daquilo que, infelizmente, já se esperava: a partida, muito antes de tempo, de um homem bom e de um ex-capitão de Abril: Marques Júnior. Afável, humilde, corajoso, determinado. Curvo-me perante a figura que nos deixa fisicamente e que voltaremos a (re)encontrar noutras paragens. Um abraço e até sempre!

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Forças Armadas espanholas: o inacreditável como projecto

 

Alertado pelo Carlos Velasco – em poucas palavras diz tudo -, eis uma notícia que foi muito oportunamente censurada pelos media portugueses.

 

O processo de extinção dos Estados nacionais tem como primeiro alvo as Forças Armadas, julgadas como cangalha inútil num mundo “sem ameaças”. É bem certo que a finalidade desta política, consistirá na obtenção do total controlo dos recursos de todos os Estados da UE e no caso português, como aqui neste blog temos dito, na quase infalível “mutualização” do nosso apetecível património da até agora chamada Zona Económica Exclusiva. Há ainda que atender ao esforço para o quebrar de possíveis resistências a ocorrerem em países que como Portugal, Espanha ou Grécia, poderão encontrar nas Forças Armadas o principal esteio de oposição ao poder estrangeiro.

 

Nada disto é inacreditável, tratando-se do mais puro e directo exercício de um poder imperial, desta vez manobrado por gente sem rosto e sem bandeira. 

 

Gostaríamos de saber se em S. Bento também já lampejou tão luminosa ideia?

 

* Pois é,isto é que é acabar o ano segundo o “espírito do momento”. Dois leitores alertaram para uma partida relacionada com o “dia das mentiras” em Espanha. Se assim tiver sido – e pelo menos dois foros de defesa também acreditaram piamente -, é claro que não farei a mesma coisa que os “camaradas gauche chic” Esquerdanet – entre outros, muitos outros – fizeram, recorrendo ao lavar da cara como se nada fosse. Não retirarei o post, apenas me escuso por algo que hoje em dia me pareceu absolutamente normal. Aliás, o embrião desse já anunciado “exército europeu” poderá ser nada mais, senão uma espécie de guarda pretoriana destinada a “operações cirúrgicas” em países desavindos com a pretensa autoridade central. 

 

Termino o ano como um inconformado seguidor de Nicolau Santos. Bem feito, que bom, que alegria!

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Um país riquíssimo!

Logo pelas 09.30h, dois telefonemas. Um para a Faculdade de Letras de Lisboa. Não atenderam, presume-se estarem os serviços encerrados. O outro para a Loja do Cidadão – Laranjeiras. Uma voz simpática, delicadamente me informou da reabertura já na próxima quarta-feira. Que alívio…

 

Mas a troika deverá ou não saber algo acerca destas excentricidades?

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Entretanto, in a galaxy far far away…

As elites políticas americanas, atacadas por um surto de afasia política, insistem em não entender-se. Aparentemente, republicanos e democratas resolveram entregar-se a uma rave colectiva, esquecendo, por momentos, que lá fora, na Main Street, há muita gente à espera de um sinal de responsabilidade, ou como diriam os hermeneutas do politicamente correcto, de sentido de Estado. Na Europa dos federalistas à la carte os sinais também não são nada benfazejos. A propósito deste canto ocidental à beira-mar plantado, o Financial Times fala mesmo em “terramoto fiscal”. O periódico da grande finança não errou no diagnóstico, é justamente isso que nos espera a breve trecho. Um terramoto que, se tudo correr como os podengos arregimentados desejam, não colocará em causa os fundamentos do regime. Mas, como dizia esse fazedor de platitudes chamado João Pinto, prognósticos só no fim do jogo. Juntem a irresponsabilidade americana à inépcia europeia, com uns pózinhos da inabilidade portuguesa de permeio, e terão uma mistura explosiva de caos económico, instabilidade social e crise política. O próximo ano não será nada fácil e, contra o que alguns pensam, os pressupostos de sempre e as teorias acabadas de antanho já não servem de nada perante uma crise estrutural. Uma crise que, de certo modo, é a crise de um modo de vida. Acordar disto será complicado.

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É isto (2)

João Távora, O cordeiro imolado:

 

«De passagem pelo Jornal da Noite da TVI deparo-me com a enésima reportagem a explorar à saciedade o filão Baptista da Silva onde se evita uma vez mais substância: as suas teses que tanto excitaram a nossa “gente limpa”. De resto há por aí bastantes doutorados e licenciados com curriculum académico e atestado partidário, que do pondo de vista substantivo se limitam a explorar a conveniente narrativa “não pagamos” do burlão. Estes dias de obscura desesperança favorecem a emergência de Baptistas da Silva que afinal por aí pululam em absoluta impunidade. E já agora porque não deixam o outro, o de imitação, em paz? É que já cheira a esturro.»

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É isto

Alberto Gonçalves, Os pontos do vigário:

 

«Os charlatães de nível internacional vestem fatos da Brooks Brothers e fazem por se infiltrar no jet set que paira em Saint-Tropez ou nos grupos de decisão que frequentam Washington, consoante os gostos. O charlatão indígena veste-se como Boaventura de Sousa Santos e sonha penetrar uns estúdios televisivos em Carnaxide. Ou, juro pela minha saudinha, pertencer à Academia do Bacalhau de Lisboa.
Ponto seis. No final de contas, o caso do sr. Baptista da Silva resume-se a uma vigarice sem especial gravidade, na qual um pobre diabo inventa os cursos e a carreira que nunca teve. Grave seria que um membro do Governo ou, imagine–se por absurdo, o chefe de um governo procedesse de igual modo. Felizmente, disso estamos livres.»

Portugal decadente

Andou um pai (Adriano Moreira) a criar uma filha para isto. Como escreve António Araújo, “Numa leitura mais desprevenida, concluir-se-ia estarmos perante um simples rancho de palhacitos idiotas, um conjunto de betos urbano-depressivos imbecis com inclinações passionais suicidárias.” E como  assinala Filipe Nunes Vicente, este post “Concentra tudo o que é a cultura lambeadolescente, sexofílica, chupamédia e hipercorrecta de hoje.” Ocorre-me ainda que a dita é deputada da nação. Faz sentido. 

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