Como é difícil ser liberal em Portugal

O novo blog do ex-Insurgente Carlos Guimarães Pinto, A Montanha de Sísifo, entra desde já para a coluna da direita, ficando também em destaque. Recomenda-se ainda a leitura integral deste post, de que aqui deixo um excerto:

 

«Daqui a um ano, talvez dois, o governo irá cair e virá o PS (com ou sem bloco de esquerda) substitui-lo. Nessa altura, o que dirão políticos e comentadores que um dia se assumiram liberais? Que moral terão para defender a diminuição do peso do estado depois de não o terem feito quando mais era necessário e existiam as melhores condições políticas para o fazerem? Com que cara irá alguém como Carlos Abreu Amorim queixar-se do quão difícil é ser liberal em Portugal, se quando teve a oportunidade de lutar, decidiu ceder às forças mais conservadoras e estatistas do país? Como é que um apoiante do CDS conseguirá dizer sem se rir que apoia o partido dos contribuintes depois de aprovarem este OE? Se estas contradições eram fáceis no passado com um povo de memória curta e uma imprensa centralizada e domesticada, dificilmente se-lo-à no tempo das redes sociais. Não faltará quem lembre o que fizeram neste dia e as consequências para o país e para a liberdade individual que certamente advirão desta escolha.

 

Hoje será aprovado o orçamento com o maior aumento de carga fiscal de sempre em Portugal, apoiado por muitos antigos defensores do liberalismo. A credibilidade da jovem corrente liberal levará hoje uma das suas maiores machadas de sempre. E amanhã? Amanhã, começa tudo outra vez.»

2 Comments

  1. Anónimo

    A questão mais importante em Portugal e na União Europeia é : Como criar emprego ? O resto, tudo o resto, surge a jusante.

  2. Duarte Meira

    «Hoje será aprovado o orçamento com o maior aumento de carga fiscal de sempre em Portugal, apoiado por muitos antigos defensores do liberalismo. A credibilidade da jovem corrente liberal levará hoje uma das suas maiores machadas de sempre.»

    Caro Samuel:

    Não necessriamente. Ficamos a saber que os tais “defensores” eram pseudo-liberais, e que não se pode contar com eles. Vir ao de cima a verdade – é sempre bom.

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