O desfecho da contenda eleitoral catalã não me causou grande estupefacção. Era expectável a recusa do eleitorado em embarcar em aventuras secessionistas de desfecho incerto. Por mais que se diga o contrário, os tempos não estão para grandes exaltações de espírito. Mas apostou todas as fichas numa separação política consagrada pelo voto. Erro crasso. Nos dias que correm o método “Levesque” não funciona. Aliás, nunca funcionou. O condottieri catalão já devia saber que sufragar a nacionalidade não é boa política. O dia 25 de Novembro de 2012 é para os catalães chauvinistas aquilo que o dia 24 de Maio de 1980 foi para os quebequenses: o penoso fim de uma ilusão.
Mas, o René Levesque catalão
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Tendo o bloco soberanista saído reforçado desta votação, não entendo a conclusão a que chega. Em vez de votarem em um partido mais autonomista do que propriamente independentista (CiU) os partidos claramente independentistas cresceram (ERC, CUP e ICV) e este bloco junto têm a larga maioria no parlamento catalão (87) já para não falar da probabilidade de haver uma cisão dentro do PSC. Acredito mais que tenha sido o início do que o fim da ilusão … Cumprimentos.