Risível

Via Rui Rocha, fui dar a uma entrevista que é uma pérola. Presumo que, um belo dia, alguém terá dito a Margarida Rebelo Pinto que ela faz algo a que se possa chamar literatura. Ela terá acreditado e ter-se-á convencido, dado o volume de vendas dos seus livros – critério que, por exemplo, desqualificaria a obra de Pessoa – que assim é. E qual ser coberto pelo manto da modéstia, não se coíbe de afirmar que «não existem elites intelectuais em Portugal.» Ela sim, ela é que é um portento intelectual. De resto, esta entrevista é bem o espelho de um tempo em que o superficial predomina sobre a substância. Enfim, é a literatura light a que Mario Vargas Llosa se refere. Resta apenas rir e ter pena. Da autora e dos que a lêem.

3 Comments

  1. joão vaz

    Eu axo que a Magui é uma ótima escritora e axo que não teiem o direito de a insultar. Eu li tudo o que ela escreveu e axo que fes muito pela cultura. A mim ensinoume o gosto pela leitura. Dantes nam lia nada e agora leio tudo o que ela escreve. Ela e o Domingos Amaral mas exe é muito complicado e às x nam percebo o k ele dis.

  2. Anónimo

    Por acaso nunca li nada da senhora. Não faz o meu género. E como pessoa também não merece a minha simpatia.  No entanto, dizer que se tem “pena da autora e dos que a lêem” faz-me lembrar a história do Herman José quando passava a fronteira em Badajoz. Caro Samuel, um pouco de história dir-lhe-ia que o espelho é um objecto com milhares de anos. E que as boas maneiras e respeito pelo próximo são características intemporais. 

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