Jacques-Louis David, O Imperador Napoleão
De tudo o que Napoleão disse há uma frase que cai que nem uma luva ao nosso empertigado Presidente da República. Dizia o “Usurpador” que a História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo. Cavaco levou muito a peito esta máxima, pois só assim se compreende o porquê de o faustoso Presidente ter afirmado que é necessário ultrapassar o estigma que nos afastou do mar, da agricultura e da indústria. De certo modo, Cavaco entende que o povo português encara como um fait accompli a tese de que os seus zelosos Governos não tiveram rigorosamente nada a ver com o declínio da economia produtiva produzido no rescaldo da adesão à então CEE. Por outras palavras, Cavaco julga-nos a todos – sim, todos nós – uma cambada de tolos apoucados. Já sabíamos que Cavaco não tem, propriamente, uma propensão particular pela verdade factual, na verdade foi sempre apanágio do actual Presidente desta República bananeira a admiração, desusada e incomum, pela torção dos factos. O que não sabíamos, nem era sequer do domínio público, e aqui confesso a minha honesta surpresa, é que o mandarim de Boliqueime tem uma veia napoleónica. A sua vida política, trivialmente “napoleanizada”, é uma ampla colecção de tesourinhos deprimentes, tristemente desdobrados num torpe abanico de mentiras e omissões. Mas já que o nosso Presidente gosta de seguir as máximas do “Corso”, talvez não lhe fizesse nada mal copiar o melhor de Napoleão, designadamente, a audácia e a coragem políticas do grande chefe francês. Mas isto já é pedir muito, não é?
Este indivíduo, como lembra muito justiceiramente, enquanto andou a fazer de primeiro-ministro, encheu o nosso país de alcatrão, de betão e de corrupção. Depois, enquanto presidente da república, tolerou durante seis anos o Grão-Burlão foragido em Paris.
É uma nulidade em pessoa, que só deseja sopas e descanso, e continuar a sua “biografia política” da vaidade, auto-complacência e bonitas fotografias, para amostrar aos netos.
Esta nulidade em pessoa acomoda-se e “intregra-se bem” em todos os regimes, de antes e deppois de Abril, desde que não lhe embaracem o carreirismo oportunista. É uma das piores calamidade em forma de “político”que caíram sobre nós.
Aqui está a fichazinha da PIDE, que o boneco preencheu:
http://tabusdecavaco.blogspot.pt/2011/01/f icha-que-cavaco-preencheu-na-pide.html
Ele já não se lembrava…
Quanto ao sujeito que gosta de exibir a medalha de “católico” e tirar fotografias a cumprimentar papas, fique sabendo, no seu próprio interesse dele, que a “ficha” que preencheu em Março de 2007, também não será esquecida – e alguma vez terá de responder por ela…
Duarte, não tenho qualquer pejo em dizer que Cavaco é, hoje, muito provavelmente o maior rosto do fracasso colectivo em que está atolado o país.